Puxa, fiquei um tempo sem visitar os blogs e me espantei com a quantidade de companheiras que escrevem como eu um diário de bordo da infertilidade e que foram presenteadas com filhos preciosos!! Vejam quantos positivos e histórias maravilhosas!
Taís - uma super guerreira e minha amiga querida, engravidou do segundo bebê!
http://esperamaternal.blogspot.com/
A Natasha não escrevia mais há dois anos e apareceu agora com novidades:
Natasha - http://natashasonho.blogspot.com/
E outras felizardas com notícias maravilhosas!
Gi - http://meufilhoesperado.blogspot.com/
Tati - http://tatiplaninz.blogspot.com
Parabéns mamães, fiquei muito feliz com suas notícias! Há esperança para todas nós!
Muita luz e bençãos para vocês e seus anjinhos!
Este blog tenta contar um pouquinho do dia-a-dia de uma pessoa que descobriu depois dos 30 que é capaz de fazer tudo para ter um bebê! Compartilhe comigo suas histórias sobre FIV, ICSI, infertilidade e tratamentos para engravidar
segunda-feira, 21 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Novidades?
Pessoal,
Agradeço muito pelo carinho e por continuarem acessando esse cantinho.
O tempo passou um pouco e eu meio que mudei de ideia. Em janeiro eu creio que engravidei naturalmente, mas não tenho como saber com certeza, pois não fiz exame... (é, estou um relaxo total e absoluto, meeeesmo). Imagino que tenha engravidado pois os sintomas que tive foram idênticos aos que senti quando fiz as duas fertilizações: cólicas estranhas, meio como contrações, esgotamento físico, olheiras, cansaço, dormia muito e acordava cansada, umas fisgadas no útero, enfim, virei um zumbi, exatamente do mesmo jeito que me senti durante os 15 dias em que os embriões estavam no meu útero quando fiz as fertilizações. Atrasou uma semana e quando minha menstruação veio, tive muita cólica e um sangramento maior que o normal.
Enfim, isso me fez pensar algumas coisas: se eu fizer novamente a FIV, o resultado será o mesmo, pois pelo visto, os embriões são expelidos nas 3 primeiras semanas e ponto. Se contarmos pelos sintomas, é a quarta vez na minha vida que sinto isso, então, provavelmente perdi 4 gestações. Isso significa que provavelmente os meus genes + os do meu marido não se bicam mesmo. Ou eu tenho algo no sangue ou no útero que não me deixa engravidar. Algo ainda não notado, nunca visto, tipo, um alien escondido, sei lá.
Tenho que tentar descobrir o que está errado comigo, através de um cross match ou de outros exames.
Vou voltar ao ginecologista.
Um dia.
Sei que já estou com 35 anos e estou realmente na fase de não deixar passar por que estou correndo pela faixa amarela como uma besta desbaratada em direção à linha vermelha, mas... não estou com capacidade de ir atrás disso de novo.
Fazer outra FIV eu descartei, pois dar negativo. De novo.
Adoção? hah, da última vez que fui ver meu número tinha passado de 151 para 1000 e alguma coisa e eu tinha que marcar um horário com a psicóloga para ela me explicar (hahaha, pensando bem, é bem hilário, não? por que preciso de uma psicóloga para me explicar o meu lugar na fila? Será que é para me consolar caso eu comece a chorar?). Então, não, eu nunca mais voltei lá. Sei lá qual é o número, o que quer dizer e quais as chances...
Querem saber? Pelo jeito serei eu e meu marido mesmo, então, estamos fazendo curso de mergulho (uma delícia!), viajando, passeando e deixando esse negócio de lado. Não dá para deixar de viver com o que se tem, apenas para ficar pensando no que nunca se teve... Entonces, vamos seguindo.
Sem grilos, sem neuras, afinal, a vida é assim mesmo, não?
Bjs e estou torcendo por vcs, viu?
Agradeço muito pelo carinho e por continuarem acessando esse cantinho.
O tempo passou um pouco e eu meio que mudei de ideia. Em janeiro eu creio que engravidei naturalmente, mas não tenho como saber com certeza, pois não fiz exame... (é, estou um relaxo total e absoluto, meeeesmo). Imagino que tenha engravidado pois os sintomas que tive foram idênticos aos que senti quando fiz as duas fertilizações: cólicas estranhas, meio como contrações, esgotamento físico, olheiras, cansaço, dormia muito e acordava cansada, umas fisgadas no útero, enfim, virei um zumbi, exatamente do mesmo jeito que me senti durante os 15 dias em que os embriões estavam no meu útero quando fiz as fertilizações. Atrasou uma semana e quando minha menstruação veio, tive muita cólica e um sangramento maior que o normal.
Enfim, isso me fez pensar algumas coisas: se eu fizer novamente a FIV, o resultado será o mesmo, pois pelo visto, os embriões são expelidos nas 3 primeiras semanas e ponto. Se contarmos pelos sintomas, é a quarta vez na minha vida que sinto isso, então, provavelmente perdi 4 gestações. Isso significa que provavelmente os meus genes + os do meu marido não se bicam mesmo. Ou eu tenho algo no sangue ou no útero que não me deixa engravidar. Algo ainda não notado, nunca visto, tipo, um alien escondido, sei lá.
Tenho que tentar descobrir o que está errado comigo, através de um cross match ou de outros exames.
Vou voltar ao ginecologista.
Um dia.
Sei que já estou com 35 anos e estou realmente na fase de não deixar passar por que estou correndo pela faixa amarela como uma besta desbaratada em direção à linha vermelha, mas... não estou com capacidade de ir atrás disso de novo.
Fazer outra FIV eu descartei, pois dar negativo. De novo.
Adoção? hah, da última vez que fui ver meu número tinha passado de 151 para 1000 e alguma coisa e eu tinha que marcar um horário com a psicóloga para ela me explicar (hahaha, pensando bem, é bem hilário, não? por que preciso de uma psicóloga para me explicar o meu lugar na fila? Será que é para me consolar caso eu comece a chorar?). Então, não, eu nunca mais voltei lá. Sei lá qual é o número, o que quer dizer e quais as chances...
Querem saber? Pelo jeito serei eu e meu marido mesmo, então, estamos fazendo curso de mergulho (uma delícia!), viajando, passeando e deixando esse negócio de lado. Não dá para deixar de viver com o que se tem, apenas para ficar pensando no que nunca se teve... Entonces, vamos seguindo.
Sem grilos, sem neuras, afinal, a vida é assim mesmo, não?
Bjs e estou torcendo por vcs, viu?
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Tratamento
Olá pessoas!
Demorei para aparecer por aqui, pois foram duas semanas de muita correria! Viagem para Curitiba, viagem para Petar, chefe novo, correria no trabalho, aniversários, etc...
Enfim, fui ao médico, gostei da clínica e ele parece ser um grande especialista. Não tomei nenhuma decisão, mas estou pensando em fazer uma tentativa de fertilização nas minhas férias, em Março. Provavelmente uma tentativa, e a última.
Já havia comentado que estava meio cansada dessa história, pois como o tempo passa e a gente vai se acertando, adaptando e tirando do foco, creio que chega uma hora que a gente quer mais é ter a situação resolvida, para sim ou para não.
Acho que eu devo para mim mais uma tentativa, com 35 anos, assim passo pela experiência e se o filho vier será muito bem vindo, esperado e amado, mas se não vier é chegada a hora de tocar o barco. Bom, é o que penso. (Hoje pelo menos)
No mais, a viagem foi ótima, ele deu bons toques e falou umas coisas legais sobre o tratamento como o uso de pouco medicamento para não sobrecarregar o organismo da mulher, falou para não parar de fazer exercício (só em dias específicos, que ele informará. Bom, não faço nenhum, aí ele me mandou fazer, urgente), falou que café demais prejudica mesmo a fertilidade, que é preciso comer pelo menos duas frutas por dia, que esse negócio do organismo da mulher expulsar o embrião é bobagem, que cross match não vale a pena, enfim, desmoronou um monte de mitos e falou que só depende de mim querer isso até o fim, pois da parte dele ele não para os tratamentos enquanto vc não sair de lá grávida.
Há muitos bons depoimentos nos folders a respeito da clínica, a sala de espera estava lotada, algumas das mulheres exibindo um barrigão.
Ele faz várias coisas diferentes, pelo que pude ver:
Parece ser um tratamento bem interessante e saí de lá com a sensação de que ele é o médico ideal para esse tratamento. Isso depois de ter visitado incontáveis médicos (creio que umas 2 dúzias). Haviam outros muito bons no caminho, mas nenhum pareceu ter tanto know-how, ser tão requisitado e ter tanta segurança no tratamento, além de ter opções um pouco diferenciadas das demais (para quem já fez FIV, sabe que o tratamento é meio-padrão). Parece ser uma boa alternativa e á a alternativa que vou embarcar.
Chances de gravidez: 40%.
Creio que são boas não?
***
No mais, Curitiba continua linda, fui com minha mãe, passeamos, visitamos lugares bonitos (torre 360 graus, parque Tanguá, Tingui, Memorial Ucraniano, etc.) e jantamos no Madalosso. Muito bom! Como somos vegetarianas, o garçom nos trouxe pratos só para nós, sem carne. Estava delicioso! E em outro restaurante, paguei um mico: minha mão queria penne ao molho branco, eu também, então pedi para o garçom dois pennis ao molho branco. Incrível. E nem pude cair na risada para não piorar...
Segue uma foto de Curitola para vcs.
Encontrei minha amiga linda Beth, que emagreceu 50 kilos e está linda e me levou comer um doce delicioso chamado lua-de-mel, além de eu ter aproveitado e ter finalmente provado os tais macarons, aqueles doces franceses recheados deliciosos (segue fotinha). Delicioosoooos!
***
E no final de semana passado fomos para Petar! Fomos conhecer algumas cavernas, trilhas, passei medo de altura (tenho pânico e tive que subir e descer escadas no escuro, andar por pontes bambas, andar em cima de troncos finos, em encostas de morro! enfim, passei muuuuito medo!!) mas foi maravilhoso!! Eu estava com medo de aranhas, mas como passei um cortado com as malditas escadas dentro das cavernas, quando vi as aranhas nem liguei... hehehe
Olha, lindo!! Fomos nas cavernas nível 1 (nivel bocó, na minha tradução) e mesmo assim é um tanto quanto radical (altura, buracos nas pedras, pontes estreitas, 7 km de caminhadas nas encostas, aranhas, morcegos, etc.) enfim, tem que ter um pouco de sangue-frio (quem vai nas cavernas nível 5 tá rindo da minha cara agora!). Eu quero ir de novo, amei!!! Mas só vou nas cavernas nível 1 e que não tenham escadas!!!
Segue uma fotinha:
Demorei para aparecer por aqui, pois foram duas semanas de muita correria! Viagem para Curitiba, viagem para Petar, chefe novo, correria no trabalho, aniversários, etc...
Enfim, fui ao médico, gostei da clínica e ele parece ser um grande especialista. Não tomei nenhuma decisão, mas estou pensando em fazer uma tentativa de fertilização nas minhas férias, em Março. Provavelmente uma tentativa, e a última.
Já havia comentado que estava meio cansada dessa história, pois como o tempo passa e a gente vai se acertando, adaptando e tirando do foco, creio que chega uma hora que a gente quer mais é ter a situação resolvida, para sim ou para não.
Acho que eu devo para mim mais uma tentativa, com 35 anos, assim passo pela experiência e se o filho vier será muito bem vindo, esperado e amado, mas se não vier é chegada a hora de tocar o barco. Bom, é o que penso. (Hoje pelo menos)
No mais, a viagem foi ótima, ele deu bons toques e falou umas coisas legais sobre o tratamento como o uso de pouco medicamento para não sobrecarregar o organismo da mulher, falou para não parar de fazer exercício (só em dias específicos, que ele informará. Bom, não faço nenhum, aí ele me mandou fazer, urgente), falou que café demais prejudica mesmo a fertilidade, que é preciso comer pelo menos duas frutas por dia, que esse negócio do organismo da mulher expulsar o embrião é bobagem, que cross match não vale a pena, enfim, desmoronou um monte de mitos e falou que só depende de mim querer isso até o fim, pois da parte dele ele não para os tratamentos enquanto vc não sair de lá grávida.
Há muitos bons depoimentos nos folders a respeito da clínica, a sala de espera estava lotada, algumas das mulheres exibindo um barrigão.
Ele faz várias coisas diferentes, pelo que pude ver:
- Menos medicamentos
- Tem um super-microscópio para fazer o que ele chama de super-ICSI e escolher o melhor espermatozóide
- Um microcorte com laser no embrião, para ajudá-lo a se fixar (principalmente em mulheres acima de 35 anos)
Parece ser um tratamento bem interessante e saí de lá com a sensação de que ele é o médico ideal para esse tratamento. Isso depois de ter visitado incontáveis médicos (creio que umas 2 dúzias). Haviam outros muito bons no caminho, mas nenhum pareceu ter tanto know-how, ser tão requisitado e ter tanta segurança no tratamento, além de ter opções um pouco diferenciadas das demais (para quem já fez FIV, sabe que o tratamento é meio-padrão). Parece ser uma boa alternativa e á a alternativa que vou embarcar.
Chances de gravidez: 40%.
Creio que são boas não?
***
No mais, Curitiba continua linda, fui com minha mãe, passeamos, visitamos lugares bonitos (torre 360 graus, parque Tanguá, Tingui, Memorial Ucraniano, etc.) e jantamos no Madalosso. Muito bom! Como somos vegetarianas, o garçom nos trouxe pratos só para nós, sem carne. Estava delicioso! E em outro restaurante, paguei um mico: minha mão queria penne ao molho branco, eu também, então pedi para o garçom dois pennis ao molho branco. Incrível. E nem pude cair na risada para não piorar...
Segue uma foto de Curitola para vcs.
Encontrei minha amiga linda Beth, que emagreceu 50 kilos e está linda e me levou comer um doce delicioso chamado lua-de-mel, além de eu ter aproveitado e ter finalmente provado os tais macarons, aqueles doces franceses recheados deliciosos (segue fotinha). Delicioosoooos!
***
E no final de semana passado fomos para Petar! Fomos conhecer algumas cavernas, trilhas, passei medo de altura (tenho pânico e tive que subir e descer escadas no escuro, andar por pontes bambas, andar em cima de troncos finos, em encostas de morro! enfim, passei muuuuito medo!!) mas foi maravilhoso!! Eu estava com medo de aranhas, mas como passei um cortado com as malditas escadas dentro das cavernas, quando vi as aranhas nem liguei... hehehe
Olha, lindo!! Fomos nas cavernas nível 1 (nivel bocó, na minha tradução) e mesmo assim é um tanto quanto radical (altura, buracos nas pedras, pontes estreitas, 7 km de caminhadas nas encostas, aranhas, morcegos, etc.) enfim, tem que ter um pouco de sangue-frio (quem vai nas cavernas nível 5 tá rindo da minha cara agora!). Eu quero ir de novo, amei!!! Mas só vou nas cavernas nível 1 e que não tenham escadas!!!
Segue uma fotinha:
Bjs e até mais!!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Amanhã é o dia!!
Pessoal, amanhã vou com minha mamá para Curitiba para conhecer a famosa clínica de fertilidade de Curitiba. 6 horas de viagem e 2 dias passeando por aquela cidade linda!!
Estou ansiosa pela consulta e depois que voltar conto tudo como foi. É a primeira consulta, o tratamento vai ficar para o ano que vem.
Passei duas semanas doida, errando o caminho de casa, o caminho para o trabalho (quando eu dava por mim estava no centro da cidade ou no meio da marginal, ou quando estava indo em direção a um restaurante, acabava percebendo que eu estava em frente de casa e não tinha nada a ver!! hehe), enfim, passei duas semanas sem ter a menor idéia do que fazer, se faria o tratamento ou não, se arriscava ir para a Hungria (sério, eu realmente considerei isso) ou se deixava tudo quieto e embarcava na realização do meu sonho de conhecer a Europa, transformava o quarto extra em closet e arrumava mais um cachorro! Bem, no fim, venceu ainda o sonho de ser mãe, de ver a barriga crescer, de escolher o nome e tentar mais uma vez. Afinal, estou agora com 35 anos e se eu não tentar de novo agora, daqui a 10 anos vou pensar que eu ainda tinha uma chance e a disperdicei.
Mas vamos lá: que droga de idade é essa? parece que minha vida está sendo dividida em duas, um olho para o passado, outro para o meio do nada. Parece que cheguei a um patamar da minha vida. Vocês tiveram essa sensanção nessa idade (se já passaram por ela)? É muito estranho, afinal, agora não dá mais tempo de virar astronauta, botar uma mochila nas costas e andar o caminho de Santiago de Compostela, virar estrela do rock ou militante aposentada. Não que algum dia na vida eu tenha querido fazer quaisquer dessas coisas, mas o que eu quero dizer é que estou com a sensação de que tudo que eu tinha para ganhar nessa vida, eu já ganhei, sendo bom ou ruim, parece que as cartas já me foram dadas. Agora fica a manutenção das coisas e de quebra umas dores nos joelhos, um punhado de cabelos brancos (argh!) e manchas no rosto (arghhhh de novo!). Enfim, a veieira está apontando e ou eu me mexo logo, ou simplesmente aceito que o resto da minha vida vai ser exatamente como está agora.
Vai ser ruim? Não. Minha vida está boa, graças a Deus. Mas um filho seria muito legal e traria muitas outras alternativas interessantes... pena que para mim (e para tantas outras) esse sonho custe tanto.
Enfim, vamos a minha primeira experiência do Turismo in Vitro - rumo à Curitiba!!
Estou ansiosa pela consulta e depois que voltar conto tudo como foi. É a primeira consulta, o tratamento vai ficar para o ano que vem.
Passei duas semanas doida, errando o caminho de casa, o caminho para o trabalho (quando eu dava por mim estava no centro da cidade ou no meio da marginal, ou quando estava indo em direção a um restaurante, acabava percebendo que eu estava em frente de casa e não tinha nada a ver!! hehe), enfim, passei duas semanas sem ter a menor idéia do que fazer, se faria o tratamento ou não, se arriscava ir para a Hungria (sério, eu realmente considerei isso) ou se deixava tudo quieto e embarcava na realização do meu sonho de conhecer a Europa, transformava o quarto extra em closet e arrumava mais um cachorro! Bem, no fim, venceu ainda o sonho de ser mãe, de ver a barriga crescer, de escolher o nome e tentar mais uma vez. Afinal, estou agora com 35 anos e se eu não tentar de novo agora, daqui a 10 anos vou pensar que eu ainda tinha uma chance e a disperdicei.
Mas vamos lá: que droga de idade é essa? parece que minha vida está sendo dividida em duas, um olho para o passado, outro para o meio do nada. Parece que cheguei a um patamar da minha vida. Vocês tiveram essa sensanção nessa idade (se já passaram por ela)? É muito estranho, afinal, agora não dá mais tempo de virar astronauta, botar uma mochila nas costas e andar o caminho de Santiago de Compostela, virar estrela do rock ou militante aposentada. Não que algum dia na vida eu tenha querido fazer quaisquer dessas coisas, mas o que eu quero dizer é que estou com a sensação de que tudo que eu tinha para ganhar nessa vida, eu já ganhei, sendo bom ou ruim, parece que as cartas já me foram dadas. Agora fica a manutenção das coisas e de quebra umas dores nos joelhos, um punhado de cabelos brancos (argh!) e manchas no rosto (arghhhh de novo!). Enfim, a veieira está apontando e ou eu me mexo logo, ou simplesmente aceito que o resto da minha vida vai ser exatamente como está agora.
Vai ser ruim? Não. Minha vida está boa, graças a Deus. Mas um filho seria muito legal e traria muitas outras alternativas interessantes... pena que para mim (e para tantas outras) esse sonho custe tanto.
Enfim, vamos a minha primeira experiência do Turismo in Vitro - rumo à Curitiba!!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Turismo in vitro
Meninas,
Cá estamos com caraminholas na cabeça....
Pois essa nossa vida de infertilidade tem seus altos e baixos, desejos e desistências, sonhos e pesadelos... enfim.
Esse final de semana passei pensando e pensando em fazer tratamento, dar negativo, me frustrar, jogar um dinheirão (que eu não tenho) no lixo (afinal, o carro vai para o espaço!) e no fim de novo ver os tais negativos nos exames, as cólicas diárias até a perda dos embriões, etc. Vocês podem pensar: mas e o pensamento positivo, guria? Afff, sei lá...
Mas enfim, hoje eu estava desanimada com a fogueira de dinheiro que iria armar em breve e meu chefe me deu uma ideia: por que vc não vê tratamento fora do país? Talvez vc ache mais barato e vc já aproveita tirar umas férias com o maridão.
E então achei um site fantástico que tem comparativos de FIVs ao redor do mundo (link abaixo) e alguns lugares mais baratos são: Hungria, Korea, República Tcheca etc.
Vi umas clínicas ótimas na Hungria, e vejam só a simulação em uma delas, em Reais:
5.000,00 - FIV + ICSI (1.500,00 Euros a FIV + 500 da ICSI!)
1.700,00 - medicamentos
3.600,00 - passagens
1200,00 - hospedagem - 18 dias (tem hotéis fofinhos por 24 dólares a diária!)
Enfim, 11.500,00 para dois adultos viajarem para a Europa e passarem quase 20 dias por lá, visitando Budapeste, dando uma esticadinha para Viena... imagine que delícia!
Lógico que o maridão bursted my bubble e perguntou: e se vc tiver uma reação à medicação, vamos para onde na Hungria? Tem internação? Alguém recomendou essas clínicas?
Bem, lógico que não sei nenhuma das respostas, mas passei o dia animadíssima! Conhecer a Europa pelo preço de uma tentativa de FIV no Brasil!!
Segue o link do site que mostra o comparativo de preços:
http://www.ivfcost.net/ivf-cost/a-comparison-of-the-ivf-cost-worldwide
Site da clínica Kaali Institute (Obs: enviei um e-mail e recebi rapidamente uma resposta elaborada, respondendo muitas de minhas perguntas, entre as quais como proceder para não ter que viajar várias vezes para lá, etc. Depois eu posto aqui o comentário do atencioaso Dr. Kovac):
http://www.ivfpregnancycenter.com/index.php?p=10
Olha fiquei bem impressionada... mas não consegui convencer o marido...
Achei até um interessante agora à noite no Panamá.
http://www.centrofecundar.com/english/invitro.asp
Que tal, vamos lançar o turismo in vitro??
.
Cá estamos com caraminholas na cabeça....
Pois essa nossa vida de infertilidade tem seus altos e baixos, desejos e desistências, sonhos e pesadelos... enfim.
Esse final de semana passei pensando e pensando em fazer tratamento, dar negativo, me frustrar, jogar um dinheirão (que eu não tenho) no lixo (afinal, o carro vai para o espaço!) e no fim de novo ver os tais negativos nos exames, as cólicas diárias até a perda dos embriões, etc. Vocês podem pensar: mas e o pensamento positivo, guria? Afff, sei lá...
Mas enfim, hoje eu estava desanimada com a fogueira de dinheiro que iria armar em breve e meu chefe me deu uma ideia: por que vc não vê tratamento fora do país? Talvez vc ache mais barato e vc já aproveita tirar umas férias com o maridão.
E então achei um site fantástico que tem comparativos de FIVs ao redor do mundo (link abaixo) e alguns lugares mais baratos são: Hungria, Korea, República Tcheca etc.
Vi umas clínicas ótimas na Hungria, e vejam só a simulação em uma delas, em Reais:
5.000,00 - FIV + ICSI (1.500,00 Euros a FIV + 500 da ICSI!)
1.700,00 - medicamentos
3.600,00 - passagens
1200,00 - hospedagem - 18 dias (tem hotéis fofinhos por 24 dólares a diária!)
Enfim, 11.500,00 para dois adultos viajarem para a Europa e passarem quase 20 dias por lá, visitando Budapeste, dando uma esticadinha para Viena... imagine que delícia!
Lógico que o maridão bursted my bubble e perguntou: e se vc tiver uma reação à medicação, vamos para onde na Hungria? Tem internação? Alguém recomendou essas clínicas?
Bem, lógico que não sei nenhuma das respostas, mas passei o dia animadíssima! Conhecer a Europa pelo preço de uma tentativa de FIV no Brasil!!
Segue o link do site que mostra o comparativo de preços:
http://www.ivfcost.net/ivf-cost/a-comparison-of-the-ivf-cost-worldwide
Site da clínica Kaali Institute (Obs: enviei um e-mail e recebi rapidamente uma resposta elaborada, respondendo muitas de minhas perguntas, entre as quais como proceder para não ter que viajar várias vezes para lá, etc. Depois eu posto aqui o comentário do atencioaso Dr. Kovac):
http://www.ivfpregnancycenter.com/index.php?p=10
Olha fiquei bem impressionada... mas não consegui convencer o marido...
Achei até um interessante agora à noite no Panamá.
http://www.centrofecundar.com/english/invitro.asp
Que tal, vamos lançar o turismo in vitro??
.
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FIV baixo-custo,
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turismo in vitro
domingo, 24 de outubro de 2010
Consulta marcada para 05 de novembro!
Resolvi investir de novo em tratamentos e marquei uma consulta com Dr. Karan em Curitiba no próximo dia 05/11.
Eles fazem a gravidez garantida, onde vc paga 19.750,00 e faz quantas tentativas forem necessárias até o tratamento dar certo. Tem um plano de preços decrescentes também, não sei se compensa mais... Vou até lá para ver quais as chances, como funciona o tratamento e a possibilidade de resultado. Estou fazendo um caderninho com todas as dúvidas que eu tenho para perguntar para ele e depois decido em casa como vou fazer.
Preciso fazer os exames, mas ainda não recebi as guias pelo correio... se não der tempo de ficarem prontos, vou precisar alterar a data. Afinal, estou em sampa...
Já parei de tomar as bolinhas para emagrecer, assim se eu fechar o pacote, em março devo tentar a primeira tentativa e já estarei sem remédios no corpo... Preciso ir na dermatologista para ver os tratamentos para a pele, para também não interferir. Enfim, estou animada!!
Quanto a adoção, estou dando um tempo na ideia. Não estou muito a fim de me estressar...
Segue o link do site:
http://www.centrodefertilidade.com.br/
O site é muito explicativo e muito interessante, recomendo!
Eles fazem a gravidez garantida, onde vc paga 19.750,00 e faz quantas tentativas forem necessárias até o tratamento dar certo. Tem um plano de preços decrescentes também, não sei se compensa mais... Vou até lá para ver quais as chances, como funciona o tratamento e a possibilidade de resultado. Estou fazendo um caderninho com todas as dúvidas que eu tenho para perguntar para ele e depois decido em casa como vou fazer.
Preciso fazer os exames, mas ainda não recebi as guias pelo correio... se não der tempo de ficarem prontos, vou precisar alterar a data. Afinal, estou em sampa...
Já parei de tomar as bolinhas para emagrecer, assim se eu fechar o pacote, em março devo tentar a primeira tentativa e já estarei sem remédios no corpo... Preciso ir na dermatologista para ver os tratamentos para a pele, para também não interferir. Enfim, estou animada!!
Quanto a adoção, estou dando um tempo na ideia. Não estou muito a fim de me estressar...
Segue o link do site:
http://www.centrodefertilidade.com.br/
O site é muito explicativo e muito interessante, recomendo!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Diversos, novidades e pensamentos
Olá,
Estou passando por aqui para escrever um capitulozinho a mais dessa saga dantesca em busca de fraldas, berços e chorinhos...
Então, pensando em tudo isso e ao mesmo tempo tentando não pensar em nada disso, nesse próximo sábado, num rompante, vou visitar meu primeiro orfanato.
Sim, porque as opções de termos um bebê adotivo com essa nova lei parecem absolutamente impossíveis, então, voltamos para o dilema dos tratamentos ou para a adoção tardia.
Algumas pessoas questionam o porquê de tanto sofrimento com tratamentos se a adoção é indolor e ainda benéfica... bem, como já falei aqui, REALMENTE eu gostaria de ter um bebê, aprender a ser mãe, conhecer a criança, passar pelas fases todas, sabem?? e bom, aguardar na fila por um bebê pode ser ad eternum e não tenho saúde para receber um recém-nascido daqui a 12 anos, quando completar 48 anos. Sorry. Parabéns para quem tem saúde para isso, eu não tenho.
Então, adoção tardia:
Não sei. Nao tem nenhuma criança na minha família. Não tenho sobrinhos. Meu irmão era só dois anos mais novo que eu. Portanto, não, não sei como é uma criança de 5 anos. Ou de 8, ou de 3. Nao sei o que já aprendeu, em que fase está e o que precisa ainda aprender.
Enfim, vou esse sábado pela primeira vez num orfanato. Já sei que as crianças não tem anteninhas nas cabeças ou buzinas nos narizes. Já me explicaram isso. Mas falando sério, eu realmente preciso ter contato. Nao sei o que esperar. E sabem, no fim, estou super animada para ir!
Depois eu conto tudo. É uma instituição pequena, com poucas crianças. Só duas para adoção, o resto tudo perdido no buraco negro da burocracia brasileira (ah é, burocracia não existe, a fila não anda por que somos racistas! esqueci...), enfim, depois eu conto tudo!
Estou passando por aqui para escrever um capitulozinho a mais dessa saga dantesca em busca de fraldas, berços e chorinhos...
Então, pensando em tudo isso e ao mesmo tempo tentando não pensar em nada disso, nesse próximo sábado, num rompante, vou visitar meu primeiro orfanato.
Sim, porque as opções de termos um bebê adotivo com essa nova lei parecem absolutamente impossíveis, então, voltamos para o dilema dos tratamentos ou para a adoção tardia.
Algumas pessoas questionam o porquê de tanto sofrimento com tratamentos se a adoção é indolor e ainda benéfica... bem, como já falei aqui, REALMENTE eu gostaria de ter um bebê, aprender a ser mãe, conhecer a criança, passar pelas fases todas, sabem?? e bom, aguardar na fila por um bebê pode ser ad eternum e não tenho saúde para receber um recém-nascido daqui a 12 anos, quando completar 48 anos. Sorry. Parabéns para quem tem saúde para isso, eu não tenho.
Então, adoção tardia:
Não sei. Nao tem nenhuma criança na minha família. Não tenho sobrinhos. Meu irmão era só dois anos mais novo que eu. Portanto, não, não sei como é uma criança de 5 anos. Ou de 8, ou de 3. Nao sei o que já aprendeu, em que fase está e o que precisa ainda aprender.
Enfim, vou esse sábado pela primeira vez num orfanato. Já sei que as crianças não tem anteninhas nas cabeças ou buzinas nos narizes. Já me explicaram isso. Mas falando sério, eu realmente preciso ter contato. Nao sei o que esperar. E sabem, no fim, estou super animada para ir!
Depois eu conto tudo. É uma instituição pequena, com poucas crianças. Só duas para adoção, o resto tudo perdido no buraco negro da burocracia brasileira (ah é, burocracia não existe, a fila não anda por que somos racistas! esqueci...), enfim, depois eu conto tudo!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Nova Lei de Adoção e Campanhas
As campanhas de adoção em todo o país pedem que os pais adotantes não tenham "preconceitos"contra cor, idade, sexo, etc.
Vi uma entrevista da criação de grupos de apoio a pais que desejam adotar para que deixem o 'preconceito' de lado e adotem crianças mais velhas ou crianças de outras etnias.
Acho interessante promover a adoção de crianças mais velhas e promover o fim de preconceitos.
Mas me sinto pessoalmente ofendida quando, a partir do momento em que entro em um processo de adoção, passo a ser conhecida como uma pessoa preconceituosa e que exige que a criança seja um bebê de até 2 anos só por capricho ou preconceito. Ninguém se importa com minha história ou que sonhamos, mas sim com o fato de que se estou na fila, é por que sou um monstro caprichoso e intolerante, que não sabe o que é amor. Parece que sou uma criminosa. Só por que entrei na fila de adoção.
Acho que deve existir uma forma de começarmos a enxergar os seres humanos que estão na fila de adoção, antes de tentar resolver o problema do Estado em manter as crianças e também os problemas do mundo, pois não será possível acabar com a violência, maus-tratos ou pobreza simplesmente pedindo para as pessoas adotarem mais crianças.
Primeiramente por que a adoção não pode jamais ser um caso de caridade, para não causar mais problemas a criança. Veja, caridade o ser humano faz até o seu limite de tolerância, e isso se limita a uma situação simples, sem complicadores. Má-criação, problemas de relacionamento, envolvimento com más companhias etc. costumam quebrar em pedaços a caridade, pois o objetivo não era ter a pessoa como membro da família, mas como uma forma de externar bondade. Que é uma péssima idéia.
Portanto, a adoção tem que ser para que pais queiram ter filhos, e mesmo que a justiça não goste muito de ver as coisas por esse ângulo, pois quem movimenta esse mundo são os pais. E precisam ser pais, não pessoas que estão passando pelo orfanato para fazer caridade. Daí o incômodo de dizer que as pessoas que estão na fila tem preconceito e não deixam a fila andar.
Querem dizer que quando a fila não anda não é por culpa da burocracia, da lentidão da justiça, de um processo enferrujado e cheio de pareceres, análises, meses de espera, anos de fila e do fato das crianças passarem anos num abrigo sem decisão da justiça para suas situações, que faz com que o processo seja lento e que as crianças virem adolescentes nas instituições. Nem o fato de terem acabado com a única coisa que ainda funcionava no Brasil: o intuito personae. Não. A fila não anda por que ainda existe muito preconceito. Interessante, não? 30 mil pretendentes, 80 mil crianças conhecidas - muitas instituições não divulgam seus números - mas das quais menos de 10% podem ser adotadas - 5 mil em média, pois ainda estão em processo de análise burocrática. E enquanto a burocracia cresce, crescem também as crianças nos abrigos...
Com certeza, a culpa é dos pretendentes (a culpa não é sempre nossa no Brasil? A culpa pelas mazelas políticas, pelos governantes roubarem, pelos bandidos virarem bandidos - e se pedimos justiça somos monstros sanguinários e justiceiros - pela justiça ser diáfana e inexistente, pela saúde despedaçada, pela educação pública em frangalhos, enfim, não é sempre nossa culpa tudo que o Estado não oferece ao seu povo por seus módicos impostos pagos?)
Algumas reportagens não falem nem mesmo em preconceito, mas em racismo. Vejam abaixo:
http://www.achebelem.com.br/noticias/racismo-e-o-que-mais-prolonga-as-filas-para-adocao
Incrível, não?
Vi uma entrevista da criação de grupos de apoio a pais que desejam adotar para que deixem o 'preconceito' de lado e adotem crianças mais velhas ou crianças de outras etnias.
Acho interessante promover a adoção de crianças mais velhas e promover o fim de preconceitos.
Mas me sinto pessoalmente ofendida quando, a partir do momento em que entro em um processo de adoção, passo a ser conhecida como uma pessoa preconceituosa e que exige que a criança seja um bebê de até 2 anos só por capricho ou preconceito. Ninguém se importa com minha história ou que sonhamos, mas sim com o fato de que se estou na fila, é por que sou um monstro caprichoso e intolerante, que não sabe o que é amor. Parece que sou uma criminosa. Só por que entrei na fila de adoção.
Acho que deve existir uma forma de começarmos a enxergar os seres humanos que estão na fila de adoção, antes de tentar resolver o problema do Estado em manter as crianças e também os problemas do mundo, pois não será possível acabar com a violência, maus-tratos ou pobreza simplesmente pedindo para as pessoas adotarem mais crianças.
Primeiramente por que a adoção não pode jamais ser um caso de caridade, para não causar mais problemas a criança. Veja, caridade o ser humano faz até o seu limite de tolerância, e isso se limita a uma situação simples, sem complicadores. Má-criação, problemas de relacionamento, envolvimento com más companhias etc. costumam quebrar em pedaços a caridade, pois o objetivo não era ter a pessoa como membro da família, mas como uma forma de externar bondade. Que é uma péssima idéia.
Portanto, a adoção tem que ser para que pais queiram ter filhos, e mesmo que a justiça não goste muito de ver as coisas por esse ângulo, pois quem movimenta esse mundo são os pais. E precisam ser pais, não pessoas que estão passando pelo orfanato para fazer caridade. Daí o incômodo de dizer que as pessoas que estão na fila tem preconceito e não deixam a fila andar.
Querem dizer que quando a fila não anda não é por culpa da burocracia, da lentidão da justiça, de um processo enferrujado e cheio de pareceres, análises, meses de espera, anos de fila e do fato das crianças passarem anos num abrigo sem decisão da justiça para suas situações, que faz com que o processo seja lento e que as crianças virem adolescentes nas instituições. Nem o fato de terem acabado com a única coisa que ainda funcionava no Brasil: o intuito personae. Não. A fila não anda por que ainda existe muito preconceito. Interessante, não? 30 mil pretendentes, 80 mil crianças conhecidas - muitas instituições não divulgam seus números - mas das quais menos de 10% podem ser adotadas - 5 mil em média, pois ainda estão em processo de análise burocrática. E enquanto a burocracia cresce, crescem também as crianças nos abrigos...
Com certeza, a culpa é dos pretendentes (a culpa não é sempre nossa no Brasil? A culpa pelas mazelas políticas, pelos governantes roubarem, pelos bandidos virarem bandidos - e se pedimos justiça somos monstros sanguinários e justiceiros - pela justiça ser diáfana e inexistente, pela saúde despedaçada, pela educação pública em frangalhos, enfim, não é sempre nossa culpa tudo que o Estado não oferece ao seu povo por seus módicos impostos pagos?)
Algumas reportagens não falem nem mesmo em preconceito, mas em racismo. Vejam abaixo:
http://www.achebelem.com.br/noticias/racismo-e-o-que-mais-prolonga-as-filas-para-adocao
Incrível, não?
domingo, 11 de julho de 2010
O futuro...
Oh, minhas amigas queridas, como fico feliz quando vejo que conseguiram seus sonhos! Penso que talvez comigo ainda haja esperança, não?
Preciso visitar a Thais (juro que vou, no dia que conseguir tirar férias!)e gostaria de mandar meus abraços e grande carinho para nossas amigas de Portugal que ainda veem esse blog meio empoeirado...
Bom, vamos lá.
Esse ano, estou emagrecendo, tomando boletas para emagrecer, me cuidando (cuidando da cara toda manchada, das banhas que já estavam me sufocando e recuperando um pouco da auto-estima). Ano que vem, volto para as FIVs!!! Já me decidi. Esse ano não vai dar, uma vez que não tenho dinheiro para isso. Vou ver uma palestra no centro ABC, que diz ser mais barato, mas depois eu conto como foi. Por hora, vou pesquisar. E ano que vem acho que vou acabar fazendo o tratamento em Curitiba que a Thais fez, o gravidez garantida. Mais uma vez, se eu conseguir tirar férias, vou até lá e conto para vocês como foi.
No mais, adoção, depois dessa nova lei, eu acho muito menos provável que elefante jogar bola usando tutu listrado, pois para cada criança que chega a um hospital, um monte de papéis se formam diante da mãe e todos possíves adotantes em toda a família, vizinhos, gatos, cachorros periquitos e papagaios. Vocês acreditam que eu li uma reportagem dizendo que agora, depois dessa fantástica nova lei de adoção, 4 crianças já foram adotadas? Em seis meses? em um país de 190 milhões de pessoas? Fantástico não? Ficou realmente muuuuito melhor. Menos de uma criança por mês no país inteiro. Eu posso estar preparada e montar o quartinho, comprar enxoval e estar preparada, pois com certeza, na minha próxima encarnação alguém me liga do fórum...
Então, vou voltar para os tratamentos...
Mas meninas, preciso dizer para vocês: a idade está pesando. Comecei esse blog cheia de esperanças de escrever sobre barrigas e enxovais, 3 anos atrás, aos 31 anos. Hoje, com 34, à beira dos 35 começo a ver meu dia a dia sem filhos. Já tentei um milhão de vezes. Já desisti outro milhão de vezes. Já voltei a acreditar. Já tive esperança. Já matei as esperanças. Já xinguei as esperanças. Depois voltei a ter esperanças.
Ah, como existem dias de vazio por toda a casa, por toda a vida, por toda a existência! Como tem dias em que passamos nos perguntando se temos uma família, se essa é nossa família diminuta, se será esse núcleo que vai nos acompanhar até a morte? Tem dias que fico feliz se for só assim, pois pelo menos meu marido, meus pais e familiares estarão me seguindo até o fim, não? Mas tem dias que falta tanta coisa! Tanta coisa!
Bom, o que podemos fazer, não? Só o que podemos... tratamentos, filas infinitas de adoção, uma meia esperança que não destrua sua vida depois. Meios pensamentos. Pensar em tudo meio na penumbra, para não doer demais quando vemos tudo às claras.
Mas o relógio tá batendo mais forte nos meus ouvidos a cada dia... me falando, cada vez mais alto: os 35 estão chegando... os 36...os 37... os 40...
O que vai acontecer quando chegar um momento em que o relógio chegou no seu limite? ah, melhor pensar no escuro... pode ser que a luz machuque a retina...
Preciso visitar a Thais (juro que vou, no dia que conseguir tirar férias!)e gostaria de mandar meus abraços e grande carinho para nossas amigas de Portugal que ainda veem esse blog meio empoeirado...
Bom, vamos lá.
Esse ano, estou emagrecendo, tomando boletas para emagrecer, me cuidando (cuidando da cara toda manchada, das banhas que já estavam me sufocando e recuperando um pouco da auto-estima). Ano que vem, volto para as FIVs!!! Já me decidi. Esse ano não vai dar, uma vez que não tenho dinheiro para isso. Vou ver uma palestra no centro ABC, que diz ser mais barato, mas depois eu conto como foi. Por hora, vou pesquisar. E ano que vem acho que vou acabar fazendo o tratamento em Curitiba que a Thais fez, o gravidez garantida. Mais uma vez, se eu conseguir tirar férias, vou até lá e conto para vocês como foi.
No mais, adoção, depois dessa nova lei, eu acho muito menos provável que elefante jogar bola usando tutu listrado, pois para cada criança que chega a um hospital, um monte de papéis se formam diante da mãe e todos possíves adotantes em toda a família, vizinhos, gatos, cachorros periquitos e papagaios. Vocês acreditam que eu li uma reportagem dizendo que agora, depois dessa fantástica nova lei de adoção, 4 crianças já foram adotadas? Em seis meses? em um país de 190 milhões de pessoas? Fantástico não? Ficou realmente muuuuito melhor. Menos de uma criança por mês no país inteiro. Eu posso estar preparada e montar o quartinho, comprar enxoval e estar preparada, pois com certeza, na minha próxima encarnação alguém me liga do fórum...
Então, vou voltar para os tratamentos...
Mas meninas, preciso dizer para vocês: a idade está pesando. Comecei esse blog cheia de esperanças de escrever sobre barrigas e enxovais, 3 anos atrás, aos 31 anos. Hoje, com 34, à beira dos 35 começo a ver meu dia a dia sem filhos. Já tentei um milhão de vezes. Já desisti outro milhão de vezes. Já voltei a acreditar. Já tive esperança. Já matei as esperanças. Já xinguei as esperanças. Depois voltei a ter esperanças.
Ah, como existem dias de vazio por toda a casa, por toda a vida, por toda a existência! Como tem dias em que passamos nos perguntando se temos uma família, se essa é nossa família diminuta, se será esse núcleo que vai nos acompanhar até a morte? Tem dias que fico feliz se for só assim, pois pelo menos meu marido, meus pais e familiares estarão me seguindo até o fim, não? Mas tem dias que falta tanta coisa! Tanta coisa!
Bom, o que podemos fazer, não? Só o que podemos... tratamentos, filas infinitas de adoção, uma meia esperança que não destrua sua vida depois. Meios pensamentos. Pensar em tudo meio na penumbra, para não doer demais quando vemos tudo às claras.
Mas o relógio tá batendo mais forte nos meus ouvidos a cada dia... me falando, cada vez mais alto: os 35 estão chegando... os 36...os 37... os 40...
O que vai acontecer quando chegar um momento em que o relógio chegou no seu limite? ah, melhor pensar no escuro... pode ser que a luz machuque a retina...
sábado, 15 de maio de 2010
Olá
Bem, vamos aqui seguindo nesta vida...
Fui visitar minha mão hoje e uma visita desagradável me atormentou para que eu tivesse logo filhos... e bem resolvi escrever para desabafar um pouco e também falar que logo volto aos tratamentos.
Como foi:
-Por que vc não tem filhos?
-Não sei, vamos ver.
-Você nunca quis?
-vamos ver quem sabe, né?
-Mas há quanto tempo vc é casada?
-oito anos
-ahh, mas já faz muito tempo... por que vc não quer?
-quem sabe mais para frente?
-ah, mas se não for por vc, tenha por seus pais, senão eles não vão ter tempo de conhecer!
-é.
-Eles vão viver mais se vc tiver, vc vai ver. Isso dá motivo para eles viverem mais.
-é.
-Então, é preciso ter, eu vejo meu neto, é o motivo da minha vida. Você tem que pensar neles! Seu irmão não está mais aqui, você precisa ter!
Respirei fundo. Ela não iria desistir.
-Eu não posso ter filhos.
-Não? Por que?
-Por que não.
-Mas por que?
-Por que não.
-Mas por que não pode?
-Eu tenho problema.
Merda. Aí ela calou a boca. E finalmente foi embora. Mas não tive como não ficar pensando.
É, é isso aí mesmo. Meus filhos seriam os únicos netos. Se existissem. É, meus pais estão velhos, não sei se vão conhecer os netos. É, é culpa minha mesmo. Sou uma imbecil, que nem pode dar a eles isso. É, eles não vão ter essa alegria. Por que eu não vou dar. Eu já sei de tudo isso, não precisa me esfregar na merda da cara.
É o tipo de pessoa assim: estávamos falando de morte, genericamente, de tv e de como o mundo está, os assaltos, o medo, os acidentes. Aí, no meio disto tudo ela disparou "- ué, mas isso é normal, seu irmão não morreu também? " Sabem, como quem quer dizer, '"aliás, o telhado da sua casa não é verde, por acaso?"
Entendem?
Que inferno. Por que as pessoas fazem isso? Aliás, por que as pessoas são assim? Basta o inferno nosso de cada dia para que os cacos fiquem sempre coladinhos nos seus devidos lugares para a gente não despedaçar em um milhão de pedaços de vidro? É necessário que se batam na superfície com uma marreta para ver se aguentamos? Merda.
***
No mais, uma notícia boa no meio deste país de impunidade e leis feitas para defender bandidos: o comparsa do assassino do meu irmão foi condenado a 20 anos. O juiz assinou a condenação no dia em que meu irmão completaria 32 anos. Foi um grande presente de aniversário. Obrigada Deus, por algo de bom. Obrigada ao Juiz, pela justiça concedida. Um assassino já havia sido condenado a 33 anos. Agora os dois irão pagar por ter destruído nossas vidas, e por ter tirado a vida de uma pessoa tão maravilhosa. Não vou falar que em alguns anos eles estarão nas ruas por causa destas leis ridículas, não mereço estragar alguns momentos bons a que temos direito.
***
Vou participar de uma palestra no Instituro ABC de São Paulo para ver a possibilidade de ICSI ou FIV. Em junho devo tirar alguns dias de férias e quero ver como funciona os trabalhos deles. Ouvi falar que fazem FIV de baixo custo, que é bem acessível. Oba! Vamos lá ver! Quem sabe não?
***
No mais, vou postando quando tiver mais novidades quanto a isso. Talvez eu tente uma inseminação artificial no final do ano, mas isso ainda depende de alguns exames que o meu marido está fazendo. Prometo que conto tudo.
Quanto a adoção, não sei como está, preciso ir lá ver se a fila andou. Eu duvido muito.
bjs e ótima semana!
Fui visitar minha mão hoje e uma visita desagradável me atormentou para que eu tivesse logo filhos... e bem resolvi escrever para desabafar um pouco e também falar que logo volto aos tratamentos.
Como foi:
-Por que vc não tem filhos?
-Não sei, vamos ver.
-Você nunca quis?
-vamos ver quem sabe, né?
-Mas há quanto tempo vc é casada?
-oito anos
-ahh, mas já faz muito tempo... por que vc não quer?
-quem sabe mais para frente?
-ah, mas se não for por vc, tenha por seus pais, senão eles não vão ter tempo de conhecer!
-é.
-Eles vão viver mais se vc tiver, vc vai ver. Isso dá motivo para eles viverem mais.
-é.
-Então, é preciso ter, eu vejo meu neto, é o motivo da minha vida. Você tem que pensar neles! Seu irmão não está mais aqui, você precisa ter!
Respirei fundo. Ela não iria desistir.
-Eu não posso ter filhos.
-Não? Por que?
-Por que não.
-Mas por que?
-Por que não.
-Mas por que não pode?
-Eu tenho problema.
Merda. Aí ela calou a boca. E finalmente foi embora. Mas não tive como não ficar pensando.
É, é isso aí mesmo. Meus filhos seriam os únicos netos. Se existissem. É, meus pais estão velhos, não sei se vão conhecer os netos. É, é culpa minha mesmo. Sou uma imbecil, que nem pode dar a eles isso. É, eles não vão ter essa alegria. Por que eu não vou dar. Eu já sei de tudo isso, não precisa me esfregar na merda da cara.
É o tipo de pessoa assim: estávamos falando de morte, genericamente, de tv e de como o mundo está, os assaltos, o medo, os acidentes. Aí, no meio disto tudo ela disparou "- ué, mas isso é normal, seu irmão não morreu também? " Sabem, como quem quer dizer, '"aliás, o telhado da sua casa não é verde, por acaso?"
Entendem?
Que inferno. Por que as pessoas fazem isso? Aliás, por que as pessoas são assim? Basta o inferno nosso de cada dia para que os cacos fiquem sempre coladinhos nos seus devidos lugares para a gente não despedaçar em um milhão de pedaços de vidro? É necessário que se batam na superfície com uma marreta para ver se aguentamos? Merda.
***
No mais, uma notícia boa no meio deste país de impunidade e leis feitas para defender bandidos: o comparsa do assassino do meu irmão foi condenado a 20 anos. O juiz assinou a condenação no dia em que meu irmão completaria 32 anos. Foi um grande presente de aniversário. Obrigada Deus, por algo de bom. Obrigada ao Juiz, pela justiça concedida. Um assassino já havia sido condenado a 33 anos. Agora os dois irão pagar por ter destruído nossas vidas, e por ter tirado a vida de uma pessoa tão maravilhosa. Não vou falar que em alguns anos eles estarão nas ruas por causa destas leis ridículas, não mereço estragar alguns momentos bons a que temos direito.
***
Vou participar de uma palestra no Instituro ABC de São Paulo para ver a possibilidade de ICSI ou FIV. Em junho devo tirar alguns dias de férias e quero ver como funciona os trabalhos deles. Ouvi falar que fazem FIV de baixo custo, que é bem acessível. Oba! Vamos lá ver! Quem sabe não?
***
No mais, vou postando quando tiver mais novidades quanto a isso. Talvez eu tente uma inseminação artificial no final do ano, mas isso ainda depende de alguns exames que o meu marido está fazendo. Prometo que conto tudo.
Quanto a adoção, não sei como está, preciso ir lá ver se a fila andou. Eu duvido muito.
bjs e ótima semana!
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