Seguinte: vou parar de pensar demais, pois não adianta mesmo. Vamos por partes (like Jack, the ripper...):
1 - Se eu conseguir tirar férias agora em março, vou procurar a clinica de Curitiba, da qual recebi ótimas indicações e ver o que eles podem me falar. Segue o link para a clínica e lá eles têm o incrível pacote de gravidez garantida: você paga 18.750,00 e faz quantas fertilizações forem necessárias até você ter o seu bebê (bem... ou quantas FIVs os seus nervos aguentarem...), mas mesmo que sejam algumas tentativas, abre uma expectiva de que não houve um ponto final e que outra oportunidade ainda pode ser tentada...
http://www.centrodefertilidade.com.br/index.php?pg=informacoes-custos
E eles fazem também a FIV simplificada, em que a quantidade de medicamentos é reduzida e os consequentes riscos e desconfortos diminuídos:
http://www.centrodefertilidade.com.br/index.php?pg=fertilizacao_in_vitro-fiv_simplificada
Como é longe, eles oferecem um pacote para casais de outras cidades, em que os exames são enviados por via eletrônica e apenas a aspiração dos óvulos e a transferência dos embriões é feita lá. O interessantíssimo desta clínica é que o tempo de repouso após a transferência é de 1 hora, contra os 10 minutos que eu fiz quando fiz os meus tratamentos. Li em um site que um maior tempo de repouso após a colocação dos embriões faz com que a probabilidade de fixação aumente consideravelmente... Acho que isso é algo que vale a pena tentar ou pelo menos conversar com o médico sobre...
2- Em julho, quero tentar uma inseminação artificial, coisa que eu ainda não fiz. Não é tão agressivo e custa 1/3 do preço da Fertilização in vitro.
Vamos aguardar e ver o que nos espera nos próximos meses...
No mais, boa sorte para as meninas que estão em tratamento, estarei torcendo por vcs!
Este blog tenta contar um pouquinho do dia-a-dia de uma pessoa que descobriu depois dos 30 que é capaz de fazer tudo para ter um bebê! Compartilhe comigo suas histórias sobre FIV, ICSI, infertilidade e tratamentos para engravidar
terça-feira, 3 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Barriga
Meninas, deixem-me desabafar um pouco sobre uma coisa que está me assaltando vez ou outra (ou vez e outra para ser mais sincera): a falta da barriga.
Não, não estou falando desta barrigona pelancuda e idiota que teima em me dar desgosto na academia... Estou falando do conteúdo, do sentido de se saber mãe, do início da história que se inicia com o exame positivo e então nos próximos meses, embrião/feto/bebê crescem junto com a mãe que se prepara conforme a barriga aumenta. E enquanto ela cresce, o quartinho é montado, as roupinhas são compradas, o nome é escolhido, as pessoas te aconselham, e todos esperam, anseiam, aguardam e se preparam, pois no dia que o parto acontecer, nascem juntos mãe e filho.
E então, essa história de infertilidade te tira isso e te dá em troca um mundo de agulhas, estetoscópios, tratamentos caros, milhões de opiniões diferentes, milhões de dúvidas e uma série de decisões pesadas que vc não tem capacidade ou ombros para suportar (in vitro? gametas doadas? adoção? adoção consensual? inseminação? benza? reza? macumba? ceticismo? promessa? desisir? é um castigo? é um teste? é algo a aprender? é um alerta? o que é isso afinal e o que fazer afinal, alguém tem alguma idéia??)...
E bem, sinto-me vazia muitas vezes. Como se minha barriga estivesse vazia, como se minha alma estivesse vazia. Será uma reflexo da outra?
E bom, os meses passam e as dúvidas assaltam, o vazio aumenta e isso incomoda sempre...
E nesses dias estava pensando que isso é uma das coisas que mais me assustam na adoção: terei eu como me preparar para ser mãe? Saberei o que fazer?
E em outros dias me pergunto: devo mesmo desistir dos tratamentos? E se tentar mais uma vez? Mais duas? Mais oito? Quantas vezes até me convencer de que nunca vai funcionar? Ou quantas vezes até me tornar mãe? Qual é a resposta certa?
ah... como a vida seria boa se viesse com manual de instruções...
como era mesmo aquela frase? "a vida deveria ter duas fases: uma para ensaiar e outra para atuar" (acho que era mais ou menos assim). Não seria ótimo saber algumas coisas que parecem já estar traçadas em nossa vida de antemão? Mas e se não estiverem traçadas at all??
Bem, chega de chororô (para lembrar um pouco do barbudo-mor)...
Talvez a decisão (?) que parece mais clara (?!) agora seja:
1) tentar outro tratamento em junho
2) aprender mais sobre ser mãe sem barriga
3) aprender mais sobre mais tratamentos para ganhar a barriga (não a de banha, essa já tenho!)
4) e aprender a ser mãe, de coração ou de sangue, para se acontecer, eu estar mais preparada.
Meu Deus, será que isso tudo quer dizer que não estou preparada para ser mãe??? ichiii... mas uma dúvida para atormentar a cabecinha já confusa...
Não, não estou falando desta barrigona pelancuda e idiota que teima em me dar desgosto na academia... Estou falando do conteúdo, do sentido de se saber mãe, do início da história que se inicia com o exame positivo e então nos próximos meses, embrião/feto/bebê crescem junto com a mãe que se prepara conforme a barriga aumenta. E enquanto ela cresce, o quartinho é montado, as roupinhas são compradas, o nome é escolhido, as pessoas te aconselham, e todos esperam, anseiam, aguardam e se preparam, pois no dia que o parto acontecer, nascem juntos mãe e filho.
E então, essa história de infertilidade te tira isso e te dá em troca um mundo de agulhas, estetoscópios, tratamentos caros, milhões de opiniões diferentes, milhões de dúvidas e uma série de decisões pesadas que vc não tem capacidade ou ombros para suportar (in vitro? gametas doadas? adoção? adoção consensual? inseminação? benza? reza? macumba? ceticismo? promessa? desisir? é um castigo? é um teste? é algo a aprender? é um alerta? o que é isso afinal e o que fazer afinal, alguém tem alguma idéia??)...
E bem, sinto-me vazia muitas vezes. Como se minha barriga estivesse vazia, como se minha alma estivesse vazia. Será uma reflexo da outra?
E bom, os meses passam e as dúvidas assaltam, o vazio aumenta e isso incomoda sempre...
E nesses dias estava pensando que isso é uma das coisas que mais me assustam na adoção: terei eu como me preparar para ser mãe? Saberei o que fazer?
E em outros dias me pergunto: devo mesmo desistir dos tratamentos? E se tentar mais uma vez? Mais duas? Mais oito? Quantas vezes até me convencer de que nunca vai funcionar? Ou quantas vezes até me tornar mãe? Qual é a resposta certa?
ah... como a vida seria boa se viesse com manual de instruções...
como era mesmo aquela frase? "a vida deveria ter duas fases: uma para ensaiar e outra para atuar" (acho que era mais ou menos assim). Não seria ótimo saber algumas coisas que parecem já estar traçadas em nossa vida de antemão? Mas e se não estiverem traçadas at all??
Bem, chega de chororô (para lembrar um pouco do barbudo-mor)...
Talvez a decisão (?) que parece mais clara (?!) agora seja:
1) tentar outro tratamento em junho
2) aprender mais sobre ser mãe sem barriga
3) aprender mais sobre mais tratamentos para ganhar a barriga (não a de banha, essa já tenho!)
4) e aprender a ser mãe, de coração ou de sangue, para se acontecer, eu estar mais preparada.
Meu Deus, será que isso tudo quer dizer que não estou preparada para ser mãe??? ichiii... mas uma dúvida para atormentar a cabecinha já confusa...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Qual a cor da sua aura?
Pessoal, mais e mais testes neste blog que não diz nada pois não tem mesmo nada a acrescentar... (se quiserem ler outras coisas, vão lá no outro blog... aqui não sai nada ultimamente...).
Achei esse teste num blog que curti bastante e comecei a acompanhar agora, da Ana Manga - aliás adorei até o título: http://soturnalua.blogspot.com/. Então, lá tinha esse teste para descobrir qual a cor da sua aura (bem, sempre achei que para saber a cor da aura era preciso tirar uma foto kirllian ou ter um pobrema nos zóio iguar que nem eu, que enxergo as cores pelas vorta das pesssoa - mas num conta isso para ninguém não, tá?), enfim, parece que os computadores caseiros já vêm com sensor kirllian embutido no processador... ou talvez isso seja coisa de Hogwarts...
Mas vamos lá, vc responde a apenas 98 (!)perguntinhas básicas, entre as quais umas coisas estranhas tipo: "vc vê as idéias de forma trimimensional (?!)" e outras mais... em geral o teste pergunta muito sobre religião e dinheiro, mas ao que tudo indica isso faz com que sua aura mude de cor... (mais dinheiro deixaria ela mais... verde??)
Aí vai a minha:
A cor da sua aura é: Lavanda
Serenidade, individualismo e capacidade de sonhar. Está sempre com a cabeça nas nuvens, tem uma alma artística e gosta de se expressar em palavras escritas. Sua missão é viver mais no mundo real e menos no da fantasia.
http://nova.abril.com.br/testes/qual-a-cor-da-sua-aura/
Acho que traçou um perfil bem leve do que anda por aqui... achei bastante bonita a parte se sonhar... concordo que tenho umas idéias insanas, mas será que eu sonho em algum momento em que não esteja correndo pelas ruas estreitas nos meus pesadelos noturnos? hmmmmm. sei não... Mas achei muito bonito, como se o teste tivesse pego minha porção mais leve apenas. Achei legal a parte da escrita. Gosto e prefiro sempre me expressar por palavras escritas, sem dúvida. Não sei por que o que estou pensando sai completamente diferente quando é colocado em minhas cordas vocais... Muito comumente tenho que dizer: -"então, não é bem isso que eu quis dizer... o que estou pensando é... (e pá! sai de novo melancia no lugar de ciroulas amarelas!)", então, prefiro infinitivamente (e adoro!) escrever...
pessoal, me escrevam aqui o que o de vcs, ok?
Achei esse teste num blog que curti bastante e comecei a acompanhar agora, da Ana Manga - aliás adorei até o título: http://soturnalua.blogspot.com/. Então, lá tinha esse teste para descobrir qual a cor da sua aura (bem, sempre achei que para saber a cor da aura era preciso tirar uma foto kirllian ou ter um pobrema nos zóio iguar que nem eu, que enxergo as cores pelas vorta das pesssoa - mas num conta isso para ninguém não, tá?), enfim, parece que os computadores caseiros já vêm com sensor kirllian embutido no processador... ou talvez isso seja coisa de Hogwarts...
Mas vamos lá, vc responde a apenas 98 (!)perguntinhas básicas, entre as quais umas coisas estranhas tipo: "vc vê as idéias de forma trimimensional (?!)" e outras mais... em geral o teste pergunta muito sobre religião e dinheiro, mas ao que tudo indica isso faz com que sua aura mude de cor... (mais dinheiro deixaria ela mais... verde??)
Aí vai a minha:
A cor da sua aura é: Lavanda
Serenidade, individualismo e capacidade de sonhar. Está sempre com a cabeça nas nuvens, tem uma alma artística e gosta de se expressar em palavras escritas. Sua missão é viver mais no mundo real e menos no da fantasia.
http://nova.abril.com.br/testes/qual-a-cor-da-sua-aura/
Acho que traçou um perfil bem leve do que anda por aqui... achei bastante bonita a parte se sonhar... concordo que tenho umas idéias insanas, mas será que eu sonho em algum momento em que não esteja correndo pelas ruas estreitas nos meus pesadelos noturnos? hmmmmm. sei não... Mas achei muito bonito, como se o teste tivesse pego minha porção mais leve apenas. Achei legal a parte da escrita. Gosto e prefiro sempre me expressar por palavras escritas, sem dúvida. Não sei por que o que estou pensando sai completamente diferente quando é colocado em minhas cordas vocais... Muito comumente tenho que dizer: -"então, não é bem isso que eu quis dizer... o que estou pensando é... (e pá! sai de novo melancia no lugar de ciroulas amarelas!)", então, prefiro infinitivamente (e adoro!) escrever...
pessoal, me escrevam aqui o que o de vcs, ok?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Desafio dos pecados capitais
Esse aqui a amiga Drikas me desafiou... Valeu Drikas, achei legal! Segue aí:
Desafio dos pecados capitais:
Avareza: nããããoooo, aliás, esse pecado me faz uma falta danada... Seria um pecado que eu gostaria de cometer com maior frequencia. Na verdade, eu sou o total oposto disso. Eu gasto o que tenho, o que não tenho, o que gostaria de ter e até o que nunca jamais terei. Gasto tudo, antes mesmo de pensar. E desperdiço. Compro uma coisa agora que detesto um minuto depois, aí compro outra e assim vai...
Inveja: Não sinto não. Imagine, eu?! De jeito nenhum! Quer dizer, bem que eu queria ter as pernas compridas e finas da Gisele Bünchen... aquele maridaaaaaço da Angelina Jolie... quem dera ser igual a um povo que come para caramba e nunca, nuuuunca engorda, enfim, como vcs podem ver, não sei o que é inveja... Só não sei por que cargas d'água que os deuses criaram uma criatura linda e perfeita como a Ana Paula Arósio e botaram aqui junto com mortais molengas, gordas, cheias de celulites e neuras para conviver no mesmo planeta... e ainda não se sabe por que tem tanto suicídio neste mundo...
Luxuria: Luxúria? hmmmm, não obrigada. Hoje estou com sono...
Soberba/Orgulho: Soberba só se for sóbarba, pois não curto isso não. Aqui embaixo todo mundo é a mesma coisa, faz as mesmas coisas e vêm do mesmo lugar (não sei se vão para o mesmo lugar, mas aí depende do ônibus que cada um toma, né?), portanto, esse negócio de se sentir mais do que os outros é síndrome do pipi pequeno. Cada um cada um. Cada um é bom e mal e feio e bonito e burro e inteligente à sua maneira (não necessariamente nesta mesma ordem ou na mesma intensidade, mas vá lá...). E não, não tenho orgulho de porcaria nenhuma. Em geral, me arrependo de tudo que faço e não me orgulho de nada, nunca.
Ira: Putz. Isso é problema. Estouro feito pipoca. Depois fico me sentindo o substrato do pó do cocô do cavalo do bandido... Mas na hora que o sangue sobe, bam! tô eu de novo estourando feito piruá queimado...
Preguiça: ichiiii... essa é das minhas... ultimamente vivo com uma lézeeeera... uma preguiça... ichi... pode o mundo acabar que eu não me levanto nem para ver o espetáculo...
Gula: Esse definitivamente é o cara. Sou absolutamente glutona. Sou alucinada por comida. Quando não estou comendo estou pensando em comida, quando não estou pensando em comida é por que já levantei para buscar mais!!! que droga...
Segue o desafio para algumas colegas: Elizabeth http://mistycous.blogspot.com/, Nina http://tudodebomgosto.blogspot.com/ , Tati http://tatiplaninz.blogspot.com/ - só para vc esquecer essa horrível-histerossalpingografia-o-treco-ruim-da-porr-meu-sinhô...; Taís (para se distrair um bocadinh...) http://esperamaternal.blogspot.com/ e sei lá, depois eu ponho mais, agora tô cuma pregui...
Desafio dos pecados capitais:
Avareza: nããããoooo, aliás, esse pecado me faz uma falta danada... Seria um pecado que eu gostaria de cometer com maior frequencia. Na verdade, eu sou o total oposto disso. Eu gasto o que tenho, o que não tenho, o que gostaria de ter e até o que nunca jamais terei. Gasto tudo, antes mesmo de pensar. E desperdiço. Compro uma coisa agora que detesto um minuto depois, aí compro outra e assim vai...
Inveja: Não sinto não. Imagine, eu?! De jeito nenhum! Quer dizer, bem que eu queria ter as pernas compridas e finas da Gisele Bünchen... aquele maridaaaaaço da Angelina Jolie... quem dera ser igual a um povo que come para caramba e nunca, nuuuunca engorda, enfim, como vcs podem ver, não sei o que é inveja... Só não sei por que cargas d'água que os deuses criaram uma criatura linda e perfeita como a Ana Paula Arósio e botaram aqui junto com mortais molengas, gordas, cheias de celulites e neuras para conviver no mesmo planeta... e ainda não se sabe por que tem tanto suicídio neste mundo...
Luxuria: Luxúria? hmmmm, não obrigada. Hoje estou com sono...
Soberba/Orgulho: Soberba só se for sóbarba, pois não curto isso não. Aqui embaixo todo mundo é a mesma coisa, faz as mesmas coisas e vêm do mesmo lugar (não sei se vão para o mesmo lugar, mas aí depende do ônibus que cada um toma, né?), portanto, esse negócio de se sentir mais do que os outros é síndrome do pipi pequeno. Cada um cada um. Cada um é bom e mal e feio e bonito e burro e inteligente à sua maneira (não necessariamente nesta mesma ordem ou na mesma intensidade, mas vá lá...). E não, não tenho orgulho de porcaria nenhuma. Em geral, me arrependo de tudo que faço e não me orgulho de nada, nunca.
Ira: Putz. Isso é problema. Estouro feito pipoca. Depois fico me sentindo o substrato do pó do cocô do cavalo do bandido... Mas na hora que o sangue sobe, bam! tô eu de novo estourando feito piruá queimado...
Preguiça: ichiiii... essa é das minhas... ultimamente vivo com uma lézeeeera... uma preguiça... ichi... pode o mundo acabar que eu não me levanto nem para ver o espetáculo...
Gula: Esse definitivamente é o cara. Sou absolutamente glutona. Sou alucinada por comida. Quando não estou comendo estou pensando em comida, quando não estou pensando em comida é por que já levantei para buscar mais!!! que droga...
Segue o desafio para algumas colegas: Elizabeth http://mistycous.blogspot.com/, Nina http://tudodebomgosto.blogspot.com/ , Tati http://tatiplaninz.blogspot.com/ - só para vc esquecer essa horrível-histerossalpingografia-o-treco-ruim-da-porr-meu-sinhô...; Taís (para se distrair um bocadinh...) http://esperamaternal.blogspot.com/ e sei lá, depois eu ponho mais, agora tô cuma pregui...
Blogs Maneiros

Olá!
Obrigada Maruja por me indicar esse fofo prêmio de Blog Maneiro! Fiquei muito feliz!
Vou indicar alguns blogs também, apesar de querer que minha lista seja muito maior, mas se eu indicar todo mundo que quero, acabo com as indicações das colegas, né???
Então aí vai:
Para a Mar http://encomendaextraviada.blogspot.com/ que venha um lindo positivo por aí!!!
Para a Susana Pina http://sonhoterumfilho.blogs.sapo.pt/ que eu considero uma guerreira e mãe à espera, pois com certeza será desta vez que suas estrelinhas irão brilhar!
Para a Taís, http://esperamaternal.blogspot.com/ que iniciará os tratamentos in vitro novamente e que será mamãe ainda esse ano, se Deus quiser!
Que todas as amigas que estão nesta batalha além das indicadas aí de cima como a Maruja, a Tati, a Lita, a Wanda, a Cláudia, a Dri, a Drikas, e tantas outras amigas, enfim, que seja esse o ano em que todas consigam alcançar seus sonhos, seus berços, suas barrigas e seus lindos herdeiros! (Desculpe se não coloquei os nomes de todas, mas saibam que estou aqui pensando em todas e torcendo para cada uma alcançar esse sonho...)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Rumo ao outro blog - de novo!

Pessoal, nenhuma novidade por aqui...
O médico me pediu exames de coagulação sanguínea (sem trema???ai! saco!) e eu não fiz até agora. Sei lá quando vou fazer...
Fora isso, fui fazer uma análise para acupuntura e a fisioterapeuta era meio mística e me disse uns negócios meio místicos que pelo menos no que se refere ao passado bateram, e ela disse minhas linhas da mão indicam que eu vou ter um filho!! Iupi!
OK, OK, tá bom, tá bom. Já falei para vcs que tenho dificuldades para acreditar que temos uma alma, imagine só um destino... E que ainda pode ser previsto... mas de qualquer forma, gostei bastante, voltei feliz e saltitante e relembrei com muita nostalgia das minhas consultas à cartomantes da adolescência...
(Pausa para a lembrança: "- ai, dona Ju, eu já tenho 13 anos e.., pres' tenção: tre-e-ze a-a-nos já e sabe, o amor da minha vida está saindo com minha melhor amiga! Será que vou ficar solteirona??? Por acaso a senhora não vê aí um loiro alto, lindo e rico, aliás maraaavilhoooooso, que eu vou passar o resto da minha vida com ele??
- er... não, não vejo não...
- Como assim?! tem certeza?? (e pensava - noooossa essa mulher não sabe de nada mesmo!) não tá vendo o valete de ouro aí? bem aí!! olha direito!
- Mas Dalila, esse valete de ouro está com esta dama de paus...
-e?
- bem, com dama de paus, vc já sabe o que dá né???
e eu concluía desconsolada:
-putz, até nas cartas essa maldita dama de paus leva meus valetes?!)
Então, de real, da vida real, nada de mais por esses blogs aqui... então, estou voltando para o Café com Folhas, ok? Vai lá, vai...
(estou meio enjoada do assunto bebês, principalmente por que o assunto só fica no assunto, nada de bebês...)
sábado, 17 de janeiro de 2009
Aborto de repetição
Fomos eu e o maridão para os médicos que nos examinam da mesma forma com que se temperam frangos assados... (se eu ganhasse por médico percorrido já estaria rica! Já perdi a conta de quantos médicos já fui, mas vamos lá).
Seguem os resultados:
Dele: varicocele, pouca quantidade, pouca mobilidade
Nosso parecer: Já sabíamos de tudo, com exceção da varicocele.
Meu: ovários policísticos, um dos médicos falou em algo nas trompas - que nenhum outro compartilhou, então descartei - e o pior - abortos de repetição.
Nosso parecer: SOP e outras coisas estranhas eu já manjava, mas é incrível como nunca pensei em abortos de repetição antes...
Não segurar embriões classe A em duas ICSI seguidas, além de ter vivido exatamente a mesma dor antes, acompanhada de atraso e depois de cólica violenta. O médico que fiz as ICSI havia sugerido fazer o crossmatch (exames do casal para detectar incompatibilidade imunológica), mas esse exame custa 3.000,00, portanto na época não fizemos.
Visão do quadro negro: é impossível haver concepção natural, é necessário fazer a fertilização in vitro. E após a fertilização in vitro, eu tenho aborto de repetição, que faz meu útero expelir os embriões como se fossem corpos estranhos...
O médico que fui essa semana sugeriu uma controversa técnica de aplicar anticoagulante nas mulheres que têm aborto de repetição. Ele disse que parte da classe médica aprova, parte desaprova. Farei os exames para ver se é algum problema de coagulação que impede os embriões de se fixarem.
No mais, estou começando a pensar que somos dois espécimes que não vieram a esse planeta para se reproduzir... não sei por quê...
Meu marido falou que precisamos mesmo é chamar o doctor House. Talvez ele decifre o enigma e nos sugira uma solução... (não antes de nos dar umas bengaladas na cabeça e nos injetar nitroglicerina nos rins... rsrsrs).
Mas não se preocupem, estou bem. Só vamos ter que pensar o que fazer...(desculpem fazer brincadeiras com isso, mas se não for sarcástica, vou voltar para o underground e para lá não quero voltar nunca mais!)
ah, que pena que o House não exista de verdade...
Por enquanto, segue uma matéria interessante que uma amiga me mandou sobre abortos de repetição:
As causas do aborto repetitivo
Por Carla Oliveira
Desejar muito um filho, mas não conseguir levar a gestação adiante é algo que traz angústia e tristeza. São muitos os fatores que provocam abortos seqüenciais. Entenda porque isso acontece.
O aborto de repetição é caracterizado quando há perda de três gestações seguidas, com o mesmo parceiro. Se a mulher tem mais de 35 anos, dois abortos em sequência já podem indicar o problema. O aborto pode ocorrer até a vigésima semana de gravidez, mas normalmente ocorre antes de completarem 12 semanas. Cerca de 0,5% dos casais sofrem com esta dificuldade. Culpa, angústia e ansiedade são sentimentos que tomam conta de quem passa por essa situação. O sofrimento aumenta cada vez que ocorre um aborto e o tão esperado filho não chega. "Enquanto as pacientes não têm seu filho em casa, em seus braços, elas não têm descanso, seja físico ou emocional", relata o ginecologista e obstetra Ricardo Barini, especialista em infertilidade da Unicamp. Mas, não é preciso entrar em desespero. A grande maioria dos casos tem soluções simples. Leia, abaixo, a relação de causas possíveis e como tratá-las. "Vale lembrar que esses problemas não são excludentes, que uma mulher pode apresentar mais de um fator ao mesmo tempo", alerta o especialista.
Malformações fetais
As malformações correm quando há alterações cromossômicas no feto, e isso pode acontecer independentemente dos pais serem normais. Apenas 4% dos casos de aborto de repetição são causados por isso. "Não há tratamento específico, apenas um aconselhamento genético que vai estimar o risco de ocorrerem novas perdas nas gestações seguintes. Para isso, é fundamental que se faça o diagnóstico genético do feto abortado", explica o Dr. Ricardo. Nesses casos, o casal também deve se submeter ao exame genético. Fragilidade do colo uterino Às vezes pode ocorrer uma fragilidade do colo uterino, que não consegue segurar o peso da gravidez. "A causa para essa fragilidade pode ser congênita ou uma conseqüência de traumas sobre o colo do útero - que podem acontecer numa curetagem, por exemplo. É mais freqüente após a 16ª semana de gestação e a perda não provoca muita dor", explica o Dr. Ricardo. Este problema pode ser diagnosticado antes da gravidez, com um exame chamado histerossalpingografia, ou durante a gestação, por meio de um ultra-som. Para solucioná-lo, é colocada uma sutura que mantém o colo do útero fechado e a gestante deve ficar em repouso relativo. "A sutura é retirada e a paciente pode até tentar o parto vaginal. O resultado é excelente", ressalta o especialista.
Inadaptação imunológica
O feto tem 50% da carga genética da mãe e 50% do pai. Em função disso, o feto é interpretado como um corpo estranho para o organismo da mulher no início da gravidez. "A mulher precisa dar um `visto de permanência´ para este diferente corpo. Esse processo se inicia com o reconhecimento dos antígenos paternos, seguido da produção de anticorpos cuja função será a de suprimir a resposta do sistema imunológico da mulher contra o feto", esclarece o Dr. Ricardo. Quando este reconhecimento não funciona adequadamente, o organismo da mulher vê o feto como um agente agressor e produz substâncias que impedem o desenvolvimento da placenta e do feto, provocando o aborto. Essa causa é chamada aloimune e é responsável por cerca de 85% dos casos de abortos de repetição. O diagnóstico deste problema é feito com um teste chamado prova cruzada ou "crossmatch", no qual se verifica se a mulher produz os anticorpos que reconhecem os antígenos paternos. Se isso não acontece mesmo depois dela já ter engravidado mais de uma vez, está detectado o problema. O tratamento consiste em imunizar a mulher com as células brancas - os linfócitos - do marido. Depois disso, o teste da prova cruzada é repetido. Se estiver tudo certo, a mulher poderá tentar uma nova gravidez. Este tratamento tem resultados positivos em 81,9% dos casos, na primeira tentativa.
Disfunções hormonais
A causa hormonal mais freqüente é a chamada fase lútea deficiente. "Nesse caso, a mulher produz menos progesterona do que seria necessário para manter a nutrição adequada do endométrio nos primeiros meses de gravidez", explica o Dr. Ricardo. O tratamento se faz com indução da ovulação ou reposição de progesterona até o terceiro mês de gestação. Entre 20 e 25% dos casos de abortos de repetição têm como causa a fase lútea deficiente. Outra causa hormonal é a hiperprolactinemia, um aumento da dosagem de prolactina no sangue da mulher que pode interferir na ovulação ou mesmo causar a fase lútea deficiente. O tratamento é simples, por meio de medicamentos que reduzem a liberação da prolactina. Durante a gestação também podem ocorrer também alterações na glândula tireóide, como o hipo ou hipertireoidismo, levando a abortos recorrentes. O tratamento para cada problema é específico.
Doenças autoimunes
Algumas pessoas podem desenvolver anticorpos contra seus próprios órgãos ou tecidos. Isso pode passar despercebido até que ocorra uma gravidez. O tratamento dependerá da origem do problema. Uma das alterações autoimunes mais freqüentes é a síndrome dos anticorpos antifosfolipídicos, em que o organismo da mulher produz anticorpos que aumentam a coagulação, podendo induzir a formação de trombos na placenta. A gestante que apresenta esse problema recebe um tratamento à base de medicamentos e injeções diárias de anticoagulantes.
Trombofilia hereditária
Ocorre quando a mulher tem alterações genéticas que predispõem a trombose, problema que pode prejudicar o desenvolvimento do feto e até provocar um abortamento. O tratamento pode ser feito pela simples ingestão de aspirinas ou pelo uso de anti-coagulantes, dependendo do caso.
O que os médicos sugeriram no meu caso - até por que durante a FIV/ICSI tomamos medicamentos para evitar alguns, então eles podem ser excluídos - e acho que pode ser mesmo (espero que só um dos dois, afinal além de tudo ainda ter os três juntos acho que poderá ser interpretado como uma verdadeira mensagem do além para não ter filhos, não?):
Inadaptação imunológica ou Trombofilia hereditária ou Doenças autoimunes
Dos três, acho q tem mais sentido a Inadaptação imunológica...
Seguem os resultados:
Dele: varicocele, pouca quantidade, pouca mobilidade
Nosso parecer: Já sabíamos de tudo, com exceção da varicocele.
Meu: ovários policísticos, um dos médicos falou em algo nas trompas - que nenhum outro compartilhou, então descartei - e o pior - abortos de repetição.
Nosso parecer: SOP e outras coisas estranhas eu já manjava, mas é incrível como nunca pensei em abortos de repetição antes...
Não segurar embriões classe A em duas ICSI seguidas, além de ter vivido exatamente a mesma dor antes, acompanhada de atraso e depois de cólica violenta. O médico que fiz as ICSI havia sugerido fazer o crossmatch (exames do casal para detectar incompatibilidade imunológica), mas esse exame custa 3.000,00, portanto na época não fizemos.
Visão do quadro negro: é impossível haver concepção natural, é necessário fazer a fertilização in vitro. E após a fertilização in vitro, eu tenho aborto de repetição, que faz meu útero expelir os embriões como se fossem corpos estranhos...
O médico que fui essa semana sugeriu uma controversa técnica de aplicar anticoagulante nas mulheres que têm aborto de repetição. Ele disse que parte da classe médica aprova, parte desaprova. Farei os exames para ver se é algum problema de coagulação que impede os embriões de se fixarem.
No mais, estou começando a pensar que somos dois espécimes que não vieram a esse planeta para se reproduzir... não sei por quê...
Meu marido falou que precisamos mesmo é chamar o doctor House. Talvez ele decifre o enigma e nos sugira uma solução... (não antes de nos dar umas bengaladas na cabeça e nos injetar nitroglicerina nos rins... rsrsrs).
Mas não se preocupem, estou bem. Só vamos ter que pensar o que fazer...(desculpem fazer brincadeiras com isso, mas se não for sarcástica, vou voltar para o underground e para lá não quero voltar nunca mais!)
ah, que pena que o House não exista de verdade...
Por enquanto, segue uma matéria interessante que uma amiga me mandou sobre abortos de repetição:
As causas do aborto repetitivo
Por Carla Oliveira
Desejar muito um filho, mas não conseguir levar a gestação adiante é algo que traz angústia e tristeza. São muitos os fatores que provocam abortos seqüenciais. Entenda porque isso acontece.
O aborto de repetição é caracterizado quando há perda de três gestações seguidas, com o mesmo parceiro. Se a mulher tem mais de 35 anos, dois abortos em sequência já podem indicar o problema. O aborto pode ocorrer até a vigésima semana de gravidez, mas normalmente ocorre antes de completarem 12 semanas. Cerca de 0,5% dos casais sofrem com esta dificuldade. Culpa, angústia e ansiedade são sentimentos que tomam conta de quem passa por essa situação. O sofrimento aumenta cada vez que ocorre um aborto e o tão esperado filho não chega. "Enquanto as pacientes não têm seu filho em casa, em seus braços, elas não têm descanso, seja físico ou emocional", relata o ginecologista e obstetra Ricardo Barini, especialista em infertilidade da Unicamp. Mas, não é preciso entrar em desespero. A grande maioria dos casos tem soluções simples. Leia, abaixo, a relação de causas possíveis e como tratá-las. "Vale lembrar que esses problemas não são excludentes, que uma mulher pode apresentar mais de um fator ao mesmo tempo", alerta o especialista.
Malformações fetais
As malformações correm quando há alterações cromossômicas no feto, e isso pode acontecer independentemente dos pais serem normais. Apenas 4% dos casos de aborto de repetição são causados por isso. "Não há tratamento específico, apenas um aconselhamento genético que vai estimar o risco de ocorrerem novas perdas nas gestações seguintes. Para isso, é fundamental que se faça o diagnóstico genético do feto abortado", explica o Dr. Ricardo. Nesses casos, o casal também deve se submeter ao exame genético. Fragilidade do colo uterino Às vezes pode ocorrer uma fragilidade do colo uterino, que não consegue segurar o peso da gravidez. "A causa para essa fragilidade pode ser congênita ou uma conseqüência de traumas sobre o colo do útero - que podem acontecer numa curetagem, por exemplo. É mais freqüente após a 16ª semana de gestação e a perda não provoca muita dor", explica o Dr. Ricardo. Este problema pode ser diagnosticado antes da gravidez, com um exame chamado histerossalpingografia, ou durante a gestação, por meio de um ultra-som. Para solucioná-lo, é colocada uma sutura que mantém o colo do útero fechado e a gestante deve ficar em repouso relativo. "A sutura é retirada e a paciente pode até tentar o parto vaginal. O resultado é excelente", ressalta o especialista.
Inadaptação imunológica
O feto tem 50% da carga genética da mãe e 50% do pai. Em função disso, o feto é interpretado como um corpo estranho para o organismo da mulher no início da gravidez. "A mulher precisa dar um `visto de permanência´ para este diferente corpo. Esse processo se inicia com o reconhecimento dos antígenos paternos, seguido da produção de anticorpos cuja função será a de suprimir a resposta do sistema imunológico da mulher contra o feto", esclarece o Dr. Ricardo. Quando este reconhecimento não funciona adequadamente, o organismo da mulher vê o feto como um agente agressor e produz substâncias que impedem o desenvolvimento da placenta e do feto, provocando o aborto. Essa causa é chamada aloimune e é responsável por cerca de 85% dos casos de abortos de repetição. O diagnóstico deste problema é feito com um teste chamado prova cruzada ou "crossmatch", no qual se verifica se a mulher produz os anticorpos que reconhecem os antígenos paternos. Se isso não acontece mesmo depois dela já ter engravidado mais de uma vez, está detectado o problema. O tratamento consiste em imunizar a mulher com as células brancas - os linfócitos - do marido. Depois disso, o teste da prova cruzada é repetido. Se estiver tudo certo, a mulher poderá tentar uma nova gravidez. Este tratamento tem resultados positivos em 81,9% dos casos, na primeira tentativa.
Disfunções hormonais
A causa hormonal mais freqüente é a chamada fase lútea deficiente. "Nesse caso, a mulher produz menos progesterona do que seria necessário para manter a nutrição adequada do endométrio nos primeiros meses de gravidez", explica o Dr. Ricardo. O tratamento se faz com indução da ovulação ou reposição de progesterona até o terceiro mês de gestação. Entre 20 e 25% dos casos de abortos de repetição têm como causa a fase lútea deficiente. Outra causa hormonal é a hiperprolactinemia, um aumento da dosagem de prolactina no sangue da mulher que pode interferir na ovulação ou mesmo causar a fase lútea deficiente. O tratamento é simples, por meio de medicamentos que reduzem a liberação da prolactina. Durante a gestação também podem ocorrer também alterações na glândula tireóide, como o hipo ou hipertireoidismo, levando a abortos recorrentes. O tratamento para cada problema é específico.
Doenças autoimunes
Algumas pessoas podem desenvolver anticorpos contra seus próprios órgãos ou tecidos. Isso pode passar despercebido até que ocorra uma gravidez. O tratamento dependerá da origem do problema. Uma das alterações autoimunes mais freqüentes é a síndrome dos anticorpos antifosfolipídicos, em que o organismo da mulher produz anticorpos que aumentam a coagulação, podendo induzir a formação de trombos na placenta. A gestante que apresenta esse problema recebe um tratamento à base de medicamentos e injeções diárias de anticoagulantes.
Trombofilia hereditária
Ocorre quando a mulher tem alterações genéticas que predispõem a trombose, problema que pode prejudicar o desenvolvimento do feto e até provocar um abortamento. O tratamento pode ser feito pela simples ingestão de aspirinas ou pelo uso de anti-coagulantes, dependendo do caso.
O que os médicos sugeriram no meu caso - até por que durante a FIV/ICSI tomamos medicamentos para evitar alguns, então eles podem ser excluídos - e acho que pode ser mesmo (espero que só um dos dois, afinal além de tudo ainda ter os três juntos acho que poderá ser interpretado como uma verdadeira mensagem do além para não ter filhos, não?):
Inadaptação imunológica ou Trombofilia hereditária ou Doenças autoimunes
Dos três, acho q tem mais sentido a Inadaptação imunológica...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Goodbye Underground

Então, nas últimas semanas, aconteceu comigo um estranho processo...
Foi como sair de um sonho ruim, no qual eu estava me afogando há 5 anos e do qual agora acordei e me vi encarando o teto pela primeira vez. Voltei a ser eu mesma, foi como recuperar minha alma, que estava prisioneira em uma cela escura, ouvindo lamentos e gritos de ódio por anos, sentindo cheiro de lodo e tentando respirar mas não conseguindo, como se o ar e tudo em volta estivessem cheios de fuligem, fumaça...
Percebi que carreguei a depressão por mais tempo do que imaginei e que acordar agora foi bastante estranho: foi como me reencontrar, me reconhecer de novo, saber quem sou eu e o que penso sobre as coisas, tirar a lama dos olhos e poder encher os pulmões de ar depois de tanto tempo...
Não gostei do resultado: anos se passaram como se fossem dias. Dias iguais. Kilos se acumularam, cabelos brancos, os olhos se apagaram. Mas é a primeira vez em que sei que sou eu que me olha de volta, que sou eu quem agora reassume o controle. Não sabia que poderia ser assim, e não sei se é assim com todas as pessoas, mas me sinto realmente renascendo. E gostaria de escrever sobre isso. Pois sei que nesse caminho sem filhos e com a podagem da família que pensamos em construir, muitas passam por isso e não sabem se estão saindo, se ainda estão deprimidas ou se simplesmente não estão. Não sei o que ajudou ou se houve algo que tenha ajudado de alguma forma, sei apenas que isso passa. Toda a tristeza passa. E até aquilo que imaginamos que jamais vamos ser capazes de suportar, passa. Tudo passa. Iazul. Li em um livro que essa palavra é mágica: Iazul - tudo passa. Não, não acredito em mágica. Mas acho que saber que absolutamente tudo passa pode fazer mágica em nossas vidas...
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Voltei!

Pessoal, voltei para cá mais cedo que eu imaginava!
Vamos às novidades (tem crase??? que droga! acho que vou me lembrar para sempre de 2009 como o ano em que não soube mais como escrever por causa dessa alteração ortográfica revoltante, atrapalhante e inútil!):
Meu marido foi ao médico e ele viu os nossos exames e deu um (estranho) diagnóstico: que temos chances de engravidar naturalmente...
Ao contrário de todos os último..., deixe ver..., 5 ou 6 médicos!
Agora temos dois caminhos a seguir:
1 - deixamos de acreditar na medicina (o que seria talvez o mais óbvio);
2 - seguimos com mais esta opinião e tentamos naturalmente mais alguns meses.
Como as alternativas acima são inócuas, vamos tentar naturalmente por mais alguns meses e voilá, todo o universo mudou hoje sutilmente, pois é óbvio que não vou entrar de cabeça de novo nas tentativas/frustrações cíclicas, mas ao mesmo tempo é bom saber que nem tudo está perdido.
Ele falou que o que acontece provavelmente é alguma incompatibilidade e que eu devo ter algum problema ainda não encontrado. E que se nós dois tivéssemos nos casado com outras pessoas, muito provavelmente ambos teríamos filhos nos seus respectivos casamentos...
E bem, me lembrei que as duas implantações de embriões foram bastante complicadas, com cólicas todos os dias, fraqueza, sono... e obviamente não deveria ser assim com poucas células, com embriões tão pequenos, que ficaram por apenas uns 10 a 12 dias, que foi quando as cólicas pararam e o organismo "conseguiu" expelir os embriões...
E isso me lembrou de outra coisa: no ano passado, próximo ao meu aniversário, tive essas mesmas cólicas, só que duraram mais e minha menstruação atrasou uns 10 dias, portanto devo ter engravidado naturalmente naquela ocasião e expelido o embrião também. Eu me lembro que foi a única vez na vida em que tive que procurar um pronto-socorro (prontosocorro???? pronto socorro??? estou fula com essas novas regras de português!) para tomar buscopan na veia, pois a cólica que tive naquela menstrução foi tão terrível quanto a da primeira tentativa frustrada de ICSI. Será que só eu tive cólicas após a implantação dos embriões?? Mais alguém teve? Descobriu por que?
Portanto, marquei um novo gineco para tentar resolver este mistério e enquanto isso, trouxe um calendário para casa, que coloquei ao lado da cama com os dias em que teremos que namorar e achei o site abaixo para fazer a contagem dos dias férteis e já descobrir quando nascerá o bebê se der certo:
Segue o meu:
11/1/09 - 14/1/09 5/10/0908/2/09 - 11/2/09 3/11/09
07/3/09 - 10/3/09 1/12/09
04/4/09 - 07/4/09 9/12/09
02/5/09 - 05/5/09 26/1/10
30/5/09 - 02/6/09 22/2/10
***
No mais: retomada na vida, deixei a depressão para trás (parece que sim! finalmente) e estou a fim de viver esse ano. Fazia 5 anos que eu não sentia essa vontade tão básica, tão essencial, tão natural a tudo que está neste planeta: viver!! E quem sabe assim não vem uma nova vida, não é???
Mil beijos e boa semana! Vou lá no outro blog escrever sobre as coisas da vida: livros lidos, filmes vistos, dieta iniciada, ginástica...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Rumo ao outro blog!
Pessoal, como não tenho novidades na área maternal, estarei no outro blog até ter algo para postar sobre o assunto que tanto nos interessa por aqui...
Então, peço para as amigas, as visitantes, as curiosas e todas as pessoas que estiverem a fim de acompanhar minhas passagens (ah, acompanhe vai! por favor! kuim, kuim, kuim...) que visitem (e linkem) o blog abaixo, pois vou estar por lá por enquanto, ok?
http://cafecomfolhas.blogspot.com/
mil beijos e até lá, no outro endereço!
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