Estou me sentindo há tempos com uma necessidade urgente de mudança, de recomeço, de virar a mesa e recomeçar do zero.
Não sei o que é, ou o que exatamente devo fazer, mas uma coisa me vem à cabeça muito nestes tempos: quem sou eu? o que eu quero? o que acontece com essas pessoas que se "descobrem"? Ou será essa mais uma neura, mais uma nóia da minha cabecinha?
Em primeiro lugar, acho que tenho que achar algo espiritual em mim. Essa é uma das partes minhas mais enterradas, mais esquecidas. E bom, isso com certeza já vai dar um tremendo trabalhão.
Depois (ou juntamente, é melhor) tenho que aprender a cuidar desse corpo (que me pertence) e que está tão mal cuidado e tão desrespeitado ultimamente... Preciso aprender a comer, a me exercitar, a me gostar.
E também, preciso cuidar dessa cabeça, que de tantos problemas ter enfrentado, não permite espaço para mais nada que seja bom, que tenha luz, que tenha um futuro. É como se o que tivesse sobrado de mim tenha sido só as sombras, só aquela parte que nunca vai cavalgar para jamais ter que cair do cavalo de novo. É por que cair dói demais, eu sei, mas isso significa que nunca mais eu poderei tentar de novo? Então, nisso entra também a parte dos filhos, pois a "síndrome do ninho vazio" como bem lembrou a Maruja é real, mas não pode tomar as rédeas da nossa vida. O ninho pode estar vazio, mas talvez seja o caso de não mais montar o ninho e tentar ver a casa sem o ninho, a vida sem os ovinhos e então, reencontrar o sentido nela, de novo.
Eu conto o que estiver fazendo ou se descobrir alguma coisa. Por enquanto, vamos aprender a viver um dia de cada vez. Ou ao menos, viver.
bjs