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quinta-feira, 17 de março de 2011

Novidades?

Pessoal,

Agradeço muito pelo carinho e por continuarem acessando esse cantinho.

O tempo passou um pouco e eu meio que mudei de ideia. Em janeiro eu creio que engravidei naturalmente, mas não tenho como saber com certeza, pois não fiz exame... (é, estou um relaxo total e absoluto, meeeesmo). Imagino que tenha engravidado pois os sintomas que tive foram idênticos aos que senti quando fiz as duas fertilizações: cólicas estranhas, meio como contrações, esgotamento físico, olheiras, cansaço, dormia muito e acordava cansada, umas fisgadas no útero, enfim, virei um zumbi, exatamente do mesmo jeito que me senti durante os 15 dias em que os embriões estavam no meu útero quando fiz as fertilizações. Atrasou uma semana e quando minha menstruação veio, tive muita cólica e um sangramento maior que o normal.
Enfim, isso me fez pensar algumas coisas: se eu fizer novamente a FIV, o resultado será o mesmo, pois pelo visto, os embriões são expelidos nas 3 primeiras semanas e ponto. Se contarmos pelos sintomas, é a quarta vez na minha vida que sinto isso, então, provavelmente perdi 4 gestações. Isso significa que provavelmente os meus genes + os do meu marido não se bicam mesmo. Ou eu tenho algo no sangue ou no útero que não me deixa engravidar. Algo ainda não notado, nunca visto, tipo, um alien escondido, sei lá.
Tenho que tentar descobrir o que está errado comigo, através de um cross match ou  de outros exames.
Vou voltar ao ginecologista.
Um dia.
Sei que já estou com 35 anos e estou realmente na fase de não deixar passar por que estou correndo pela faixa amarela como uma besta desbaratada em direção à linha vermelha, mas... não estou com capacidade de ir atrás disso de novo.
Fazer outra FIV eu descartei, pois dar negativo. De novo.
Adoção? hah, da última vez que fui ver meu número tinha passado de 151 para 1000 e alguma coisa e eu tinha que marcar um horário com a psicóloga para ela me explicar (hahaha, pensando bem, é bem hilário, não? por que preciso de uma psicóloga para me explicar o meu lugar na fila? Será que é para me consolar caso eu comece a chorar?). Então, não, eu nunca mais voltei lá. Sei lá qual é o número, o que quer dizer e quais as chances...
Querem saber? Pelo jeito serei eu e meu marido mesmo, então, estamos fazendo curso de mergulho (uma delícia!), viajando, passeando e deixando esse negócio de lado. Não dá para deixar de viver com o que se tem, apenas para ficar pensando no que nunca se teve... Entonces, vamos seguindo.
Sem grilos, sem neuras, afinal, a vida é assim mesmo, não?

Bjs e estou torcendo por vcs, viu?

terça-feira, 29 de julho de 2008

Tentar outra vez?


Quando sabemos que devemos tentar de novo? Ou quando devemos parar?
Hoje acordei com este assunto de novo na cabeça. Passei o dia todo pensando nisso. Fiquei chateada com o que aconteceu com a Taís o final de semana inteiro, e isso fez toda esta história da impossibilidade de gerar filhos voltasse à tona de novo.
Quando a minha egunda FIV não deu certo, foi um basta. Pelo menos um basta de mais uns 2 anos. Decidi emagrecer, voltar a viver, esquecer das datas, da menstrução, ovulação, medicamentos, exames de gravidez e das lágrimas mensais. Decidi não tentar mais as FIVs, toda a expectativa e frustração que são geradas a partir disso.
E bem, hoje passei o dia inteiro pensando. E decidi marcar uma consulta com um médico. Um novo médico, uma nova clínica, sem histórico, sem nada. Começar do zero e descobrir o que pode ser feito e se há algo que pode ser feito.
E bem, vamos ver o que vai dar.
Vou na semana que vem.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A esperança nossa de cada dia


Meninas,
Hoje visitei o blog da querida Taís e descobri que o resultado do beta dela deu positivo!!!
Parabéns Taís, vc não imagina o quanto esta notícia me deixou feliz!
Na verdade, após meu segundo negativo eu cheguei a conclusão de que não valia a pena tentar de novo. E sabe, eu não imaginava que poderia ainda haver alguma esperança.
E bem, apareceu a Tais, que fez tratamento na mesma clínica que eu, tomou os mesmos remédios e fez exatamente os mesmos processos que eu (ah, que saudade ao ler no blog dela cada um desses passos!) e bem, ela conseguiu engravidar na quarta tentativa!
Hoje eu iria escrever aqui sobre o que adianta fazer um blog sobre bebês sendo que nunca terei os meus? E então apareceu a Tais para derrubar por terra toda esta coisa ruim, esta derrota e esta depressão.
Menina, seu positivo fez meu dia melhorar 300%!!
Desejo q seu(ou seus) bebê seja muito feliz, muito abençoado, muito iluminado e muito protegido, que a vida de sua família possa receber um pouco da benção e da luz deste anjo que desce agora à Terra para trilhar estes caminhos e que ele possa saber o quanto foi amado, aguardado e desejado! Parabéns Taís e esposo, parabéns bebê por ter a oportunidade de nascer em um lar com tanto amor e expectativa!
Segue uma foto para a gente se lembrar da clínica!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Gravidez - que fase mais linda!


Uma amiga de longa data está esperando seu primeiro filho, aliás filha, a Giulia vem aí e deverá ser muito linda se for parecida com a mamãe.
A Adriana, mãe dela, escreveu algo que eu achei muito lindo e que eu pedi para publicar aqui, para compartilhar com vocês:

Amigos e Amigas..

Tem muitas coisas que sentirei falta desta minha fase de gestante que gostaria de compartilhar com vocês, afinal vocês fazem parte delas:

de ser elogiada todo dia;
de sentir minha barriga mexer;
de ganhar comida de presente;
de quando minha barriga não chamar mais atenção;
de ser bajulada o tempo todo;
de escutar meu som favorito, a batida do coraçãozinho da Giulia;
de esperar anciosa pelas ecografias;
de ser chamada de barriguda e ficar feliz;
de ler mil artigos sobre o mesmo assunto: a gravidez;
de ficar curiosa imaginando como será seu rostinho e com quem será parecida;
de desdobrar suas roupinhas e guardar todas de novo;
de fazer xixi a cada hora, inclusive de madrugada;
de me sentir cansada, com dor nas costas;
de me pesar e ficar feliz com cada quilinho a mais;
de quando nós duas éramos apenas uma;
de ver o papai de madrugada beijar a barriga e dizer 'Filha, papai esta aqui, eu te amo'
de receber o carinho das melhores amigas fazendo o chá-de-bebê com tanto cuidado;
de ser a notícia da família pela vinda de uma linda garotinha;
de receber tantas benção e orações para a hora da chegada da Giulia;


Beijos de coração.

Dri e Giulia

Filhos - por que tê-los?


Bem, muitas pessoas me dizem que a vida com filhos não muda em relação a vida sem filhos, lógico que no que diz respeito aos nossos objetivos e relacionamentos.
Mas na verdade, além de toda a dinâmica diferente que invade uma casa quando ela recebe bebês e toda a rotina relacionada aos filhos, ao crescimento das crianças e tudo mais, creio que o fator principal que muda é que você deixa de viver apenas para você e começa a pensar em outra pessoa, que suas conquistas tornam-se valorizadas e ganham o objetivo de agregar mais valor à vida daquela pessoa em especial, além do fato de que eu acredito que passamos a viver muito mais com os olhos em outra pessoa do que com os olhos voltados para si mesmo.
E muitas coisas simples passam a ter sentido novamente, como árvores de natal, ovos de páscoa e outras rotinas simples que renascem com as descobertas de uma criança.
Assim, muitas dúvidas nos assolam a cabeça quando passamos a pensar que talvez o filho esperado não venha e que todo o seu mundo ficará assim congelado como hoje, para sempre.
Fora que todos acabam perguntando sobre a ausência de filhos e nem sempre estamos zen o suficiente para respondermos na boa. Quer dizer, no começo vc fala: "é, ainda não é a hora". Depois começamos a falar: "é mesmo, quem sabe um dia, né?" Depois de alguns anos, quando já estamos deixando de pensar sobre o que as pessoas vão pensar, começamos a responder: "ah, sim, estamos tentando!" E por último, quando descobrimos que o filho não vem pelas vias naturais, perdemos o resto que tínhamos de orgulho e sobriedade e começamos a contar isso para todo mundo, como se fosse possível alguém nos ajudar de alguma forma. Pois no fundo nos sentimos desamparados, como a pessoa que está desempregada há muito tempo e começa a falar para todos sobre sua situação...
Mas no fim, temos que saber que nem todos os casais tem ou terão filhos, que a ciência ajuda mas não pode resolver tudo, que a fé ajuda, mas não consegue garantir milagres para todos que pedem, que o desejo de ter um filho não é o estopim para ele ser gerado...
No mais, montamos até blogs bobocas como este, que não sei como fazer para as pessoas o lerem e me contarem suas experiências (é, estou virando ignorante nestas novas tecnjologias), pois no fim, nem seus comentários sobre a situação acabam servindo para alguma coisa...
Acho que acima de tudo, a imagem que me vêm à mente quando penso na ausência de filhos é que a estrada será percorrida de forma solitária, mesmo quando a percorremos juntos como casal. Faltarão as risadas, as correrias dentro de casa, as brincadeiras, os gritos alegres dos pega-pegas, as bolas coloridas e brinquedos espalhados pelo chão. Faltarão as cores e a alegria, além de um sentido maior para nossas vidas, um sentido que todos buscamos, mas que só encontramos na família e junto daqueles que amamos. Mesmo junto daqueles que amamos mas que nunca nasceram...