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domingo, 14 de agosto de 2011

Lua cheia

Deprê... Insônia...
Não durmo à noite, aí acordo às 07h para tomar remédio e não volto a dormir mais (coloco o relógio para despertar às 11h para tomar o outro remédio, mas nem precisa, não durmo mesmo), aí às 15h tem remédio de novo e às 23h de novo. Atrapalha deveras os programas... Mas, não era disso que eu estava falando. Insônia. Enfim, ontem, sem dormir, lá pelas 2h da manhã, fui tomar água e vi que estava muito claro lá fora. Lembrei que era Lua Cheia...Saí para ver a lua... Ela estava maravilhosa! Estava projetando sombras no chão, de tão clara que estava... Fiquei um tempão junto com meu cachorro (Hector) olhando para ela...

(Vi na internet um tempo atrás a última entrevista do Brandon Lee, quando ele estava terminando as filmagens do Corvo, e ele disse que como não sabemos quando iremos morrer, que pensamos na vida como um bem infinito... Mas que tudo é muito limitado e acontece apenas poucas vezes... E ele pergunta quantas vezes veremos a lua cheia em nossas vidas? 20, no máximo?
Acho que por que achamos que ela vai estar lá, então nem nos damos ao trabalho de olhar para ela... Mas quantas vezes mais vamos vê-la? Fiquei com esse video na cabeça durante um bom tempo, muito triste pois ele mesmo não sabia que nunca mais veria a lua...)

Ontem me lembrei desse video.
Tenho certeza de que esta noite eu não vou esquecer...

***

Li hoje no blog da Carrie, uma das frases mais belas (e tristes)sobre a vida:
"ela é como uma bolha de sabão: linda, frágil, delicada e efêmera. Quando você menos espera, ela acaba."
Vejam no blog dela como foi linda a forma como ela recebeu essa frase:

http://sublimesucubus.blogspot.com/2011/06/essa-noite-eu-sonhei-com-o-meu-querido.html#links

Querida Carrie, invejo muito você, pois nunca sonho com meu querido irmão... Nunca, nunca. Por que será, meu Deus?

***

Meninas, vou dormir (tentar pelo menos) tô muito, muito triste. Tentando me animar, mas tá difícil...
Bjs

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dezembro é sempre assim...

Dezembro sempre nos bate na porta como quem não quer nada, aí vai entrando de mansinho e a gente pensa inocentemente: esse não será tão ruim... e quando vc vê ele já está entrelaçado em seus programas, em seus pensamentos e em cada luzinha colorida que começa a pipocar pelas ruas...
Nunca gostei de Natal. Acho que ninguém gosta.
É uma época do ano em que começamos a resgatar o que fizemos e pensar em tudo que deixamos de fazer. É época de lembrar daqueles que amamos e que não estarão conosco esse ano. É um tempo em que as pessoas estão mais instrospectas, mais preocupadas e principalmente mais tristes. Acho uma pena não termos neve por aqui... acho que teria muito a ver com a sensação de frio que sentimos, de necessidade de proteção e agasalho. Mesmo quando lá fora está um sol infernal de 40 graus. O frio é na alma. A tristeza nos gela os ossos e nos abraçamos sem perceber...
Depois nos sentamos na noite de natal imaginando que temos que celebrar a vida e estar ali para agradecer por aquelas pessoas que estão presentes em mais um natal conosco. Mas não conseguimos deixar de pensar um minuto nos lugares vazios, nos abraços que encontraram o vazio, nos sorrisos que jamais veremos novamente. Tanta gente que já se foi...

E bom, não tem como não olharmos mais uma vez para o nosso ninho vazio.

A sensação que tenho quando chega dezembro é que o ninho além de estar vazio, está "cada vez mais vazio"...

Este ano começou com um susto (a infertilidade) e uma promessa da ciência: a Fertilização in vitro. Uma solução. Esse era a possibilidade, o caminho. Fizemos duas vezes: uma entre fevereiro e março e emendamos uma segunda entre abril e maio. Dois negativos. Duas expectativas, duas vezes em que fiquei rezando para que todos os 4 embriões sobrevivessem , pois mesmo que fossem só 8 células microscópicas eu já os amava e já sentia falta de cada um a cada dia que passava...
Uma amiga me falou que se alguém na família dela tivesse que demorar a ter um filho, essa seria ela. Algumas pessoas nascem para terem que batalhar mais para ter as mesmas coisas que os outros. Acho que é assim comigo também. Tudo que consegui foi a muito custo, com muito trabalho, com muito suor e persistência. Mas taí uma coisa que mesmo com empenho, dedicação, esforço monetário, físico e psicológico não depende só de mim e o resultado não temos como saber...

Então, no mês de dezembro em geral olho o ninho montado, as folhas secas, os galhinhos empoeirando. Olho para mim mesma e vejo as primeiras penas brancas, os olhos mais cansados, o tempo passando...

2008 já foi...

bom, melhor deixar para lá.

beijos e boa semana,